Parabéns pela iniciativa, mas preciso esclarecer alguns pontos para quenão seja repassada a imagem de uma coordenação omissa e relapsa.A decisão do STF foi na quarta, dia 17. Na quinta (18), eu, Tenaflae,Jurani, Iraê e Mário Flávio fomos nos quintos e primeiro períodos econversamos com os alunos. Os alunos do terceiro e sétimo estavam sóentregando trabalhos e não tinha como falar com eles, em grupo;- Sore ausência na referida reunião, não fui convidada sequer sabia darealização da mesma, não teria como participar;- Ricardo Melo, representante da Fenaj e do Sindicato dos Jornalistas dePE, é professor da Unicap. Para quem nã conhece Recife, a Unicap ficaquase que nos fundos do Sindicato. Uma distância bem diferente dos 135 kmque separa o Sindicato até nossa instituição. Alguém sabe dizer se essacomissão também foi até às outras 6 faculdades de jornalismo dePernambuco?- Não posso olhar só para meu umbigo, tenho que respeitar que elesprecisam se programar e por isso agendei encontro para agosto. Ricardo járespondeu e aprovou a ideia pois a comitiva já viria com ações definidas;
Finalizo com uma parábola que acho que retrata bem essa situação. Nem sempre o que vemos retrata a realidade, muito menos o que achamos.
OS FILHOS DE JOÃO GANHARAM UM COELHO LINDO. FICARAM FELIZES. O VIZINHO DEJOÃO, ZÉ, PARA AGRADAR AOS FILHOS QUE FICARAM TRISTES POR NÃO TER UMANIMAL DE ESTIMAÇÃO, COMPROU UM PASTOR ALEMÃO. JOÃO FICOU PREOCUPADOPORQUE O PASTOR PODERIA MATAR O COELHO E ZÉ ARGUMENTOU QUE ERA SÓ CRIÁ-LOSJUNTOS. ASSIM FOI FEITO. CACHORRO E COELHO FICARAM AMIGOS. CERTO DIA, AFAMÍLIA DE JOÃO VIAJOU. O PASTOR APARECEU EM CASA COM O COELHINHO MORTO,TODO SUJO DE AREIA. ZÉ DEU UMA SURRA NO CÃO, DEU UM BANHO NO COELHO EDEIXOU ELE BEM LIMPINHO NA CASA DELE PARA QUE A FAMÍLIA NÃO DESCONFIASSEDE NADA. AO PERCEBER QUE A FAMÍLIA CHEGOU, ZÉ FICOU PREOCUPADO ATÉ QUE ACAMPAINHA TOCOU. JOÃO ESTAVA COM O COELHO NOS BRAÇOS E DISSE: " O COELHOMORREU. NÃO SEI O QUE ACONTECEU: NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA MEUS FILHOS MATARAMELE, ENTERRARAM-NO NO QUINTAL E HOJE, QUANDO CHEGAMOS, ELE ESTAVA BEMLIMPINHO NA CAMINHA DELE...."
Bom são joão!!!
Rosangela Araújo
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Resposta do professor Rosildo Brito
Brena,
Concordo com você e com as mensagens dos demais colegas em relação a este atentado grosseiro contra um direito já adquirido e contra o processo democrático da informação de qualidade. Também parabenizo-a quanto à reação, e apoio todas as medidas de repúdio. Aqui na Paraíba estamos nos organizando para votos de repúdio e protestos, alguns de caráter público (um deles acontecerá em João Pessoa nesta sexta). Embora estejamos diante de uma medida irrevogável, esperamos que os colegas profissionais e estudantes de jornalismo de todo o Brasil se mobilizem para não deixarmos barato este ato insensato do STF que como todos podemos constatar definitivamente (e inlfelizmente) demonstra quem manda no país que é a elite capitalista e política, país este cujo Governo tenta nos convencer a termos orgulho de pertencermos a ele....piada!
Pena que a decisão veio no momento do recesso da faculdade, mas também irei propor à coordenação do curso para realizarmos um debate com professores e estudantes no retorno das aulas, para assim nos fortalecermos e compreendermos melhor como ficará a situação do mercado daqui pra frente.
Por outro lado, acredito que se é que podemos dizer que podemos tirar algo de bom de tudo isso, a decisão nefasta do STF servirá como um alerta para duas realidades que precisam mudar no meio acadêmico da comunicação social. Refiro-me à desorganização e desmobilização por parte dos estudantes que em sua grande maioria (arrico-me em afirmar) ignoram a necessidade da organização e união de forças de todos enquanto categoria, coisa que também atinge (embora com menor incidência) os proofissionais já 'diplomados', coisa que certamente facilitou a tal decisão. Por outro lado, também vejo que a não obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão fará forçosamente com que os estudantes mais desatentos e pouco engajados com o curso que escolheram, mudem de postura e, além de passarem a aproveitar ao máximo a experiência acadêmica, passem também a exigir por um ensino de qualidade em todas as faculdades e universidades do país. Assim espero!. O fato é que chegou a hora de, uma vez que se trata de um voto já vencido e que, embora consigamos sensibilizar a sociedade dos prejuízos que isto trará para os cidadãos compromissados com a verdadeira democracia, muito dificilmente conseguiremos mudar a situação, mostrarmos a cara para a nação e afirmarmo-nos como profissionais essenciais ao exercídio da real democracia em nome da qual os senhores juízes do STF tanto falam demagogicamente!!!!E vamos a luta, pois essa está apenas começando....
Rosildo Brito
Concordo com você e com as mensagens dos demais colegas em relação a este atentado grosseiro contra um direito já adquirido e contra o processo democrático da informação de qualidade. Também parabenizo-a quanto à reação, e apoio todas as medidas de repúdio. Aqui na Paraíba estamos nos organizando para votos de repúdio e protestos, alguns de caráter público (um deles acontecerá em João Pessoa nesta sexta). Embora estejamos diante de uma medida irrevogável, esperamos que os colegas profissionais e estudantes de jornalismo de todo o Brasil se mobilizem para não deixarmos barato este ato insensato do STF que como todos podemos constatar definitivamente (e inlfelizmente) demonstra quem manda no país que é a elite capitalista e política, país este cujo Governo tenta nos convencer a termos orgulho de pertencermos a ele....piada!
Pena que a decisão veio no momento do recesso da faculdade, mas também irei propor à coordenação do curso para realizarmos um debate com professores e estudantes no retorno das aulas, para assim nos fortalecermos e compreendermos melhor como ficará a situação do mercado daqui pra frente.
Por outro lado, acredito que se é que podemos dizer que podemos tirar algo de bom de tudo isso, a decisão nefasta do STF servirá como um alerta para duas realidades que precisam mudar no meio acadêmico da comunicação social. Refiro-me à desorganização e desmobilização por parte dos estudantes que em sua grande maioria (arrico-me em afirmar) ignoram a necessidade da organização e união de forças de todos enquanto categoria, coisa que também atinge (embora com menor incidência) os proofissionais já 'diplomados', coisa que certamente facilitou a tal decisão. Por outro lado, também vejo que a não obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão fará forçosamente com que os estudantes mais desatentos e pouco engajados com o curso que escolheram, mudem de postura e, além de passarem a aproveitar ao máximo a experiência acadêmica, passem também a exigir por um ensino de qualidade em todas as faculdades e universidades do país. Assim espero!. O fato é que chegou a hora de, uma vez que se trata de um voto já vencido e que, embora consigamos sensibilizar a sociedade dos prejuízos que isto trará para os cidadãos compromissados com a verdadeira democracia, muito dificilmente conseguiremos mudar a situação, mostrarmos a cara para a nação e afirmarmo-nos como profissionais essenciais ao exercídio da real democracia em nome da qual os senhores juízes do STF tanto falam demagogicamente!!!!E vamos a luta, pois essa está apenas começando....
Rosildo Brito
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Carta de repúdio de Brena Vila Nova

BOM DIA,
CAROS MINISTROS,
COMO ESTUDANTE DO SÉTIMO PERÍODO DE JORNALISMO, TENDO DEDICADO QUASE QUATRO ANOS DE MINHA VIDA AO ESTUDO DO JORNALISMO (TEORIA E PRÁTICA), E TENDO INVESTIDO MAIS DE VINTE MIL REAIS NA GRADUAÇÃO PARA AO FINAL, TER O DIPLOMA QUE MARCARIA A FINALIZAÇÃO DE TODO UM LONGO PROCESSO DE CAPACITAÇÃO PARA ASSUMIR A RESPONSABILIDADE DE APURAR, REDIGIR, DESCREVER E CONTAR AS HISTÓRIAS DE NOSSA SOCIEDADE, E SEMPRE COMPROMETIDA COM O JORNALISMO PÚBLICO DE QUALIDADE. DIANTE DISSO, VEM A DECISÃO EQUIVOCADA DO SUPREMO, QUE ABRE ESPAÇO PARA O JORNALISMO PUBLICISTA, FEITO NO SÉCULO XVII.
O ARGUMENTO DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO É INCOERENTE, VISTO QUE COM NO CIBERESPAÇO, A LIBERDADE DA SOCIEDADE MODERNA ESTÁ VIRTUALIZADA.. E VIRTUALIZAÇÃO, NO SENTIDO EM QUE NOS APONTA O PENSADOR FRANCÊS PIERRE LÉVY, QUE AFIRMA QUE A VIRTUALIZAÇÃO É UM DOS VETORES DA REALIDADE, A NOSSA LIBERDADE DE EXPRESSÃO ESTÁ VIRTUALIZADA, NÃO DEPENDE DA NÃO OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA DE JORNALISMO. ISSO É DESCULPA!
ONTEM, ASSISTINDO O JORNAL NACIONAL PUDE SER TESTEMUNHA DO QUE SIGNIFICA O CAMINHO ANTI-DEMOCRÁTICO E O DESRESPEITO A UMA PROFISSÃO. O FATO QUE TORNARIA DECISIVA A CONSTRUÇÃO DE UMA COMUNICAÇÃO DE INTERESSE PÚBLICO OCUPAVA LUGAR DISCRETO NO REFERIDO TELEJORNAL E A FACE DOS JORNALISTAS DA BANCADA EXPRESSAVA BEM, O DESCASO QUE SE COMPROVARIA COM A DECISÃO DO SUPREMO, CONTRA A OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA. OS REFERIDOS JORNALISTAS, NÃO FIZERAM UM COMENTÁRIO, NENHUMA COLOCAÇÃO FOI PROFERIDA E AO CONTRÁRIO DO QUE SE POSSA IMAGINAR, OS JORNALISTAS NÃO FICARÃO CALADOS, NEM INERTES. SE OS SENHORES PODEM DECIDIR, NÓS PODEMOS REAGIR. E NÓS, VAMOS!
JORNALISTA NÃO É COZINHEIRO, NEM COSTUREIRO. JORNALISTA É UM TRABALHADOR QUE TEM POR RESPONSABILIDADE GARANTIR A INFORMAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE. JORNALISTA NÃO É ARTISTA. JORNALISTA NÃO ESCREVE LITERATURA. A RESPONSABILIDADE DE CORTAR UMA CEBOLA NÃO É A MESMA QUE A DE APURAR UMA INFORMAÇÃO E CHEGAR A CASOS CONSTRANGEDORES COMO O DA ESCOLA BASE, QUE SÓ FOI DESVENDADO, GRAÇAS A ATUAÇÃO DE UM JORNALISTA, PORTADOR DE DIPLOMA, O ENTÃO FLORESTAN FERNANDES, FORMADO PELA USP. APURAR CASOS COMO O DE ELOÁ OU DA MENINA ISABELLA NARDONI NÃO OFERECEM OS MESMOS RISCOS QUE A EXECUÇÃO DO CORTE E COSTURA. A CEBOLA ESTRAGADA A GENTE JOGA FORA E O TECIDO MAL CORTADO, SERVE DE RETALHO, MAS A INFORMAÇÃO NÃO PODE SER REMENDADA, REMEDIADA OU JOGADA FORA. SE FOR FEITA DE QUALQUER JEITO E POR QUALQUE PESSOA, A INFORMAÇÃO SERÁ SIMPLESMENTE LIBERDADE DE EXPRESSÃO? É DISSO, SIMPLESMENTE QUE A SOCIEDADE PRECISA? É A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, A QUESTÃO? A DECISÃO DO SUPREMO TRANSFORMA A PROFISSÃO DO JORNALISTA EM SUCATA, MESMO SABENDO QUE A INFORMAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE É IMPRESCINDÍVEL AO SISTEMA DEMOCRÁTICO. E VALE FRISAR QUE A INFORMAÇÃO "ESTRAGADA OU MAL CORTADA" OFERECEM RISCOS IRREMEDIÁVEIS, INCLUSIVE AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
FICA REGISTRADO MEU REPÚDIO, COMO FUTURA JORNALISTA PORTADORA DE DIPLOMA DE FATO E DE DIREITO.
BRENA VILA NOVA.
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Cartas de Repúdio - Alunos,
Resposta dos professores
domingo, 5 de julho de 2009
Resposta dos professores:
Brena, fico feliz com sua vontade de ir à luta nessa história. A força que você mostra nos faz acreditar que vale a pena ir em busca de nossos desejos para não esmaecer no primeiro obstáculo. Lamentei a minha viagem ter sido cancelada, mas fique sabendo que pode contar comigo no que precisar.
Abraços,
Profª Iraê Mota
Abraços,
Profª Iraê Mota
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Resposta dos professores
Parabéns Brena, sempre guerreira, perspicaz, inteligente...
Terás boas notícias, isso tudo não é em vão.
bjs
Jurani Clementino
Terás boas notícias, isso tudo não é em vão.
bjs
Jurani Clementino
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Resposta dos professores
Brena,
No jornal Vanguarda e no jornal Extra também foi publicada uma crônica do jornalista Diego Martinelly, meu namorado, sob o título "A destruição de um sonho". Foi na semana de 20/06, bem no início do debate sobre a decisão do STF.
Abraços,
Iraê
No jornal Vanguarda e no jornal Extra também foi publicada uma crônica do jornalista Diego Martinelly, meu namorado, sob o título "A destruição de um sonho". Foi na semana de 20/06, bem no início do debate sobre a decisão do STF.
Abraços,
Iraê
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Resposta dos professores
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Professor de jornalismo da favip Marconi Aurélio comenta decisão do STF
Caros alunos,
fico feliz com toda essa movimentação acerca das últimas realidades que atentam contra a nossa profissão. Esse é um momento muito oportuno para debatermos sobre o jornalismo feito no Brasil, sobre os interesses que circundam seu controle e, sobretudo, sobre quem pode ser considerado ou não um profissional dessa natureza.
Ter diploma ou não tê-lo é uma questão pertinente para refletir pois coloca em questão qual é, de fato, a relevância da formação universitária que vem sendo trabalhada nas Faculdades de Comunicação Brasil afora. Se não é obrigatório possuir graduação em Comunicação Social - Jornalismo para exercer a profissão junto aos meios de comunicação, então para que serve o bacharelado? Em tempos de refomulação das Diretrizes Nacionais Curriculares dos cursos em Comunicação no Brasil, que estão sendo trabalhadas por intelectuais como José Marques de Melo, a convite do MEC, o que devemos esperar para o novo perfil dos graduandos da área após a decisão do STF? O universo digital, a produção alternativa de conteúdos, enfim, muitas são as mudanças que circundam nossa profissão neste início de milênio...
Precisamos, sim, ampliar o debate para bem compreendê-las e defendermos posições mais construtivas.
Vejam que a decisão do STF não tem mais retorno. Era a última instância a recorrer. Diz respeito a uma legislação da época da Ditadura Militar. A esta altura, qualquer movimento de mobilização em defesa do diploma e da profissão deve se voltar para o Congresso Nacional, para que surja nova regulamentação, mais moderna e condizente com a realidade em que vivemos atualmente. Será que isso é uma missão impossível? Temos condições de mobilizar nossos parlamentares para que saiam da inércia e das contínuas falcatruas com o dinheiro público e resolvam produzir algo de relevante para a sociedade brasileira? Lembro-lhes que há quase 20 anos tramita no Congresso Nacional a "nova proposta" de Lei de Imprensa. Até agora ninguém vota. Por que será? Imprensa e Política têm uma combinação perigosa: o controle da primeira pela segunda representa o controle da opinião pública...
Por que, então, não debatemos essas questões? Por que não mobilizamos a Academia, a FENAJ, os Sindicatos estaduais, os profissionais da Comunicação para propormos essa nova legislação? Há um mecanismo na Constituição brasileira que permite que propostas de lei que partem de iniciativa popular e são seguidas de um abaixo-assinado com percentual específico da população (não lembro se é o equivalente a 2% da população) têm força de lei. Sejamos inteligentes! Existem os meios... precisamos nos articular e esclarecer à população a real importância de termos jornalistas bem formados, seja isso em universidades, cursos técnicos, de pós-graduação ou o que quer que decidamos de hoje em diante.
Essa é uma singela contribuição ao debate. Desculpem minha ausência na reunião mencionada... não estava nem sabendo de sua existência.
Bom São João a todos... Mas, lembrem que só temos uma vida e precisamos vivê-la bem! Não exagerem na dose!!!
Marconi Aurélio
Jornalista & Cientista Político
fico feliz com toda essa movimentação acerca das últimas realidades que atentam contra a nossa profissão. Esse é um momento muito oportuno para debatermos sobre o jornalismo feito no Brasil, sobre os interesses que circundam seu controle e, sobretudo, sobre quem pode ser considerado ou não um profissional dessa natureza.
Ter diploma ou não tê-lo é uma questão pertinente para refletir pois coloca em questão qual é, de fato, a relevância da formação universitária que vem sendo trabalhada nas Faculdades de Comunicação Brasil afora. Se não é obrigatório possuir graduação em Comunicação Social - Jornalismo para exercer a profissão junto aos meios de comunicação, então para que serve o bacharelado? Em tempos de refomulação das Diretrizes Nacionais Curriculares dos cursos em Comunicação no Brasil, que estão sendo trabalhadas por intelectuais como José Marques de Melo, a convite do MEC, o que devemos esperar para o novo perfil dos graduandos da área após a decisão do STF? O universo digital, a produção alternativa de conteúdos, enfim, muitas são as mudanças que circundam nossa profissão neste início de milênio...
Precisamos, sim, ampliar o debate para bem compreendê-las e defendermos posições mais construtivas.
Vejam que a decisão do STF não tem mais retorno. Era a última instância a recorrer. Diz respeito a uma legislação da época da Ditadura Militar. A esta altura, qualquer movimento de mobilização em defesa do diploma e da profissão deve se voltar para o Congresso Nacional, para que surja nova regulamentação, mais moderna e condizente com a realidade em que vivemos atualmente. Será que isso é uma missão impossível? Temos condições de mobilizar nossos parlamentares para que saiam da inércia e das contínuas falcatruas com o dinheiro público e resolvam produzir algo de relevante para a sociedade brasileira? Lembro-lhes que há quase 20 anos tramita no Congresso Nacional a "nova proposta" de Lei de Imprensa. Até agora ninguém vota. Por que será? Imprensa e Política têm uma combinação perigosa: o controle da primeira pela segunda representa o controle da opinião pública...
Por que, então, não debatemos essas questões? Por que não mobilizamos a Academia, a FENAJ, os Sindicatos estaduais, os profissionais da Comunicação para propormos essa nova legislação? Há um mecanismo na Constituição brasileira que permite que propostas de lei que partem de iniciativa popular e são seguidas de um abaixo-assinado com percentual específico da população (não lembro se é o equivalente a 2% da população) têm força de lei. Sejamos inteligentes! Existem os meios... precisamos nos articular e esclarecer à população a real importância de termos jornalistas bem formados, seja isso em universidades, cursos técnicos, de pós-graduação ou o que quer que decidamos de hoje em diante.
Essa é uma singela contribuição ao debate. Desculpem minha ausência na reunião mencionada... não estava nem sabendo de sua existência.
Bom São João a todos... Mas, lembrem que só temos uma vida e precisamos vivê-la bem! Não exagerem na dose!!!
Marconi Aurélio
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