Foi anunciado o início da instalação da Frente Parlamentar pelo Diploma de Jornalismo. Graças a cobrança política da sociedade foi superado o número de parlamentares necessários para a criação da Frente. Parabéns a todos que exerceram seu papel de cidadão e jornalista enviando e-mails aos políticos de seus estados. Agora é se informar e participar da discussão da agenda de trabalho!Mais informações:
http://www.ojornalista.com.br/news1.asp?codi=2808
http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D53420%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D154179519649%26fnt%3Dfntnl
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
Carta de repúdio do aluno de jornalismo Bruno Brandão.

Um grande absurdo foi cometido com a classe dos jornalistas que passam 4 anos se esforçando e lutando para ter um diploma nas mãos, no dia 17 de junho, por 8 votos a 1 foi derrubada a lei que exigia o diploma ao jornalista. Em torno dessa polêmica decisão, se formou uma grande interrogação entre os estudantes que já se formaram, e pricipalmente entre os que hoje cursam.
Durante o julgamento da decisão, o presidente do STF comparou jornalistas com cozinheiros. "Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional." Isso causou uma grande revolta entre os estudantes, pelo modo rasteiro em que o ministro tratou os profissionais. Afinal, a responsabilidade de trabalhar em uma cozinha, não é a mesma de ir as ruas, se criar uma matéria, de estar numa bancada de um jornal, enfim de exercer o papel do jornalista.
Conversava com um amigo meu, e ele me disse: " Veja, o Mercado já está saturadíssimo e, agora, além de concorrer com jornalistas, iremos concorrer com os "filhos" dos editores-chefes que vão ser "jornalistas" para abaixar os custos da empresa".
E eu perguntou, se formos desistir agora com essa decisão tão infeliz para nossa classe, será que vamos ter capacidade de concorrer com os "jornalistas" do futuro? Será que somos tão auto-suficiente para desistirmos de aprender? Se eles vão entrar no mercado sem diploma, nos vamos entrar após ter passado 4 anos aprendendo.
Sem dúvidas, é uma fase em que o jornalismo está passando, mas não significa que devemos desistir, não! Temos que cotinuar, afinal o curso de Jornalismo não irá acabar, a profissão não vai se exterminar, pelo contrário, vai ser exigido muito mais dos futuros jornalistas, qualificação e um diploma na mão. Já foi dito também pelas principais empresas de comunicação, que só serão aceitos profissionais com o curso completo de Jornalismo, não devemos abaixar a cabeça com a decisão dos ministros, e sim encarar como uma motivação e uma prova de quem verdadeiramente ser um jornalista capacitado, e quem quer tentar ser um "cozinheiro".
Bruno Brandão
2º Periodo - Jornalismo
Durante o julgamento da decisão, o presidente do STF comparou jornalistas com cozinheiros. "Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional." Isso causou uma grande revolta entre os estudantes, pelo modo rasteiro em que o ministro tratou os profissionais. Afinal, a responsabilidade de trabalhar em uma cozinha, não é a mesma de ir as ruas, se criar uma matéria, de estar numa bancada de um jornal, enfim de exercer o papel do jornalista.
Conversava com um amigo meu, e ele me disse: " Veja, o Mercado já está saturadíssimo e, agora, além de concorrer com jornalistas, iremos concorrer com os "filhos" dos editores-chefes que vão ser "jornalistas" para abaixar os custos da empresa".
E eu perguntou, se formos desistir agora com essa decisão tão infeliz para nossa classe, será que vamos ter capacidade de concorrer com os "jornalistas" do futuro? Será que somos tão auto-suficiente para desistirmos de aprender? Se eles vão entrar no mercado sem diploma, nos vamos entrar após ter passado 4 anos aprendendo.
Sem dúvidas, é uma fase em que o jornalismo está passando, mas não significa que devemos desistir, não! Temos que cotinuar, afinal o curso de Jornalismo não irá acabar, a profissão não vai se exterminar, pelo contrário, vai ser exigido muito mais dos futuros jornalistas, qualificação e um diploma na mão. Já foi dito também pelas principais empresas de comunicação, que só serão aceitos profissionais com o curso completo de Jornalismo, não devemos abaixar a cabeça com a decisão dos ministros, e sim encarar como uma motivação e uma prova de quem verdadeiramente ser um jornalista capacitado, e quem quer tentar ser um "cozinheiro".
Bruno Brandão
2º Periodo - Jornalismo
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Cartas de Repúdio - Alunos
Notícia sobre adesão do diploma
Dois senadores e três deputados federais assinam
adesão à Frente Parlamentar pelo Diploma de Jornalista
Os senadores Roberto Cavalcanti e Cícero Lucena e os deputados federais Rômulo Gouveia, Luiz Couto e Manoel Júnior assinaram o documento de Adesão à Frente Parlamentar pelo Diploma de Jornalista, que está sendo proposta pela deputada federal do PP (Partido Progressista) do Amazonas, Rebecca Garcia.
Quatro das assinaturas foram colhidas, ontem, antes do início do Seminário Cartão de Crédito e Mercado Moderno, realizado no auditório da CDL-CG (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande), realizado ontem. A assinatura no documento do deputado Luiz Couto, foi colhida na semana passada..
No ato estavam presentes o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba, Land Seixas; o diretor da Federação Nacional do Jornalistas, Edson Verber; e o presidente da ACI (Associação Campinense de Imprensa), Antônio Nunes.
Bom começo
“Essa é mais uma etapa da luta que está sendo travada no Parlamento Brasileiro em prol do nosso Diploma. Para fecharmos com chave de ouro ainda temos de colher outras assinaturas de senadores e deputados. Mas não temos dúvidas de que todos irão aderir, porque essa decisão do Supremo é um atentado à Nação Brasileira”- disse o presidente Land Seixas.
“É uma demonstração de maturidade dos nossos representantes” – disse Edson Verber, da Fenaj.
“É uma demonstração de maturidade dos nossos representantes” – disse Edson Verber, da Fenaj.
adesão à Frente Parlamentar pelo Diploma de Jornalista
Os senadores Roberto Cavalcanti e Cícero Lucena e os deputados federais Rômulo Gouveia, Luiz Couto e Manoel Júnior assinaram o documento de Adesão à Frente Parlamentar pelo Diploma de Jornalista, que está sendo proposta pela deputada federal do PP (Partido Progressista) do Amazonas, Rebecca Garcia.
Quatro das assinaturas foram colhidas, ontem, antes do início do Seminário Cartão de Crédito e Mercado Moderno, realizado no auditório da CDL-CG (Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande), realizado ontem. A assinatura no documento do deputado Luiz Couto, foi colhida na semana passada..
No ato estavam presentes o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba, Land Seixas; o diretor da Federação Nacional do Jornalistas, Edson Verber; e o presidente da ACI (Associação Campinense de Imprensa), Antônio Nunes.
Bom começo
“Essa é mais uma etapa da luta que está sendo travada no Parlamento Brasileiro em prol do nosso Diploma. Para fecharmos com chave de ouro ainda temos de colher outras assinaturas de senadores e deputados. Mas não temos dúvidas de que todos irão aderir, porque essa decisão do Supremo é um atentado à Nação Brasileira”- disse o presidente Land Seixas.
“É uma demonstração de maturidade dos nossos representantes” – disse Edson Verber, da Fenaj.
“É uma demonstração de maturidade dos nossos representantes” – disse Edson Verber, da Fenaj.
sábado, 1 de agosto de 2009
Convite - FAVIP
Boa noite!
Reforço o convite para o dia 05 de agosto quando vamos discutir sobre os novos rumos do Jornalismo com um convidado: o professor Cidoval Morais.
Espero vocês
Rosangela Araújo
CIDOVAL MORAIS DE SOUSA É BACHAREL EM COMUNICAÇÃO SOCIAL pela Universidade Estadual da Paraíba (1995), estudou Ciências Sociais (1986-90) e fez especialização em Sociologia na Universidade Federal da Paraíba (1997), doutorou-se em Geociências pela Universidade Estadual de Campinas (2005). Atualmente é professor da Universidade Estadual da Paraíba, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática, editor científico, líder e integrante de grupos pesquisas com interesses nos seguintes temas: Mídia Regional, Comunicação Pública da Ciência, relações CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade), Educação e Ciência, Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Regional. Publicou/organizou vários livros e tem mais de uma dezena de artigos publicados sobre esses temas. Tem experiência na área de comunicação midiática, tendo atuado por vários anos em jornais, rádio, revista e televisão. Faz roteiros e produz documentários científicos e históricos.
Reforço o convite para o dia 05 de agosto quando vamos discutir sobre os novos rumos do Jornalismo com um convidado: o professor Cidoval Morais.
Espero vocês
Rosangela Araújo
CIDOVAL MORAIS DE SOUSA É BACHAREL EM COMUNICAÇÃO SOCIAL pela Universidade Estadual da Paraíba (1995), estudou Ciências Sociais (1986-90) e fez especialização em Sociologia na Universidade Federal da Paraíba (1997), doutorou-se em Geociências pela Universidade Estadual de Campinas (2005). Atualmente é professor da Universidade Estadual da Paraíba, vinculado ao Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências e Matemática, editor científico, líder e integrante de grupos pesquisas com interesses nos seguintes temas: Mídia Regional, Comunicação Pública da Ciência, relações CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade), Educação e Ciência, Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Regional. Publicou/organizou vários livros e tem mais de uma dezena de artigos publicados sobre esses temas. Tem experiência na área de comunicação midiática, tendo atuado por vários anos em jornais, rádio, revista e televisão. Faz roteiros e produz documentários científicos e históricos.
O Jornalismo e Paulo Freire
Alfredo Vizeu*
O Jornalismo tem muito a aprender com Paulo Freire, tanto no que diz respeito à compreensão do mundo, bem como no processo de produção da notícia. A investigação é da essência do jornalismo porque diminui a possibilidade do erro e do equívoco. Caso isso ocorra, ainda dentro das práticas jornalísticas, faz-se necessário retificar a informação publicada que se revela inexata. No entanto, uma das tarefas centrais do rigor do método, do conhecimento do Jornalismo, é evitar a ambigüidade na informação. Outro aspecto importante no atual processo de produção da notícia é estar sob a ditadura da audiência, da concorrência, a pressa que pode tornar mais precária a qualidade da informação noticiosa.
Por isso, apropriando-me dos ensinamentos de Paulo Freire, é importante nas práticas sociais do jornalismo irmos além da mera captação dos fatos, buscando não só a interdependência entre eles, mas também o que há entre as parcialidades constitutivas da totalidade de cada um. Nesse sentido, o jornalismo necessita estabelecer uma vigilância constante sobre a sua própria atividade.
Ainda dentro da perspectiva de Freire, consideramos que a comparação que o autor faz entre a ingenuidade e a criticidade pode contribuir para entendermos o Conhecimento do Jornalismo - que trata dos acontecimentos do mundo, dos diversos saberes, dos campos da experiência e do cotidiano. O autor esclarece que não há diferença e nem distância entre a ingenuidade e a criticidade. Para Paulo Freire, entre o saber da pura experiência e dos procedimentos metodicamente rigorosos ocorre uma superação.
Freire argumenta que não acontece uma ruptura porque a curiosidade ingênua, sem deixar de ser curiosidade, continuando a ser curiosidade, se criticiza. Continuando a explicação, diz que ao criticizar-se, tornando-se curiosidade epistemológica, metodicamente “rigorizando-se” na sua aproximação ao objeto, conota seus achados de maior exatidão. A curiosidade metodicamente rigorosa do método cognoscível se torna curiosidade epistemológica, mudando de qualidade, mas não na essência.
É dentro desse quadro que opera o conhecimento do jornalismo. Na produção da notícia o jornalista trabalha constantemente dentro dessa perspectiva de superação. Não é permitido ao jornalista que seja ingênuo na cobertura dos fatos. A tomada de consciência é o ponto de partida da sua atividade. Como é possível dar conta da cobertura dos acontecimentos, da mediação entre eles e a sociedade, se antes de construir a informação não conheço o objeto? É tomando consciência dele que me dou conta do objeto, que é conhecido por mim.
A eficácia da atividade jornalística e o Conhecimento do Jornalismo estão intimamente ligados ao que Freire colocava como a capacidade de abrir a “alma” da cultura, de aprender a racionalidade da experiência por meio de caminhos múltiplos, deixando-se “molhar, ensopar” das águas culturais e históricas dos indivíduos envolvidos na experiência. É dimensão crítica do conhecimento jornalístico, num imbricamento entre teoria e prática. Por fim, não custa lembrar que esses ensinamentos a partir da leitura da obra de Paulo Freire têm como preocupação mostrar que o jornalista que seja tentado a abrir mão do rigor do método esquece o respeito ao outro, vítima, testemunha, parente, espezinha o respeito que deve a si mesmo: não é mais que um instrumento – um meio! – da informação. É ainda o mestre Freire quem ensina, e isso é básico para o Jornalismo: o trabalho humanizante não poderá ser outro senão o trabalho de desmistificação. Por isso, a conscientização é o olhar mais crítico possível da realidade, que a “desvela” para conhecê-la e para conhecer os mitos que enganam e que ajudam a manter a realidade da estrutura dominante.
É o dever do Jornalismo a busca da verdade e a ética como singularidade. Uma utopia a ser perseguida diariamente. Um Jornalismo de frontes levantadas. Dentro desse contexto, concluo com Paulo Freire: “...o utópico não é o irrealizável; a utopia não é o idealismo, é a dialetização dos atos de denunciar a estrutura desumanizante e anunciar a estrutura humanizante. Por esta razão, a utopia é também um compromisso histórico”. O Jornalismo é a utopia realizável de um compromisso histórico com a verdade, a ética, a liberdade e a democracia.
*Alfredo Vizeu – Jornalista diplomado e coordenador do Núcleo de Jornalismo e Contemporaneidade da UFPE.
O Jornalismo tem muito a aprender com Paulo Freire, tanto no que diz respeito à compreensão do mundo, bem como no processo de produção da notícia. A investigação é da essência do jornalismo porque diminui a possibilidade do erro e do equívoco. Caso isso ocorra, ainda dentro das práticas jornalísticas, faz-se necessário retificar a informação publicada que se revela inexata. No entanto, uma das tarefas centrais do rigor do método, do conhecimento do Jornalismo, é evitar a ambigüidade na informação. Outro aspecto importante no atual processo de produção da notícia é estar sob a ditadura da audiência, da concorrência, a pressa que pode tornar mais precária a qualidade da informação noticiosa.
Por isso, apropriando-me dos ensinamentos de Paulo Freire, é importante nas práticas sociais do jornalismo irmos além da mera captação dos fatos, buscando não só a interdependência entre eles, mas também o que há entre as parcialidades constitutivas da totalidade de cada um. Nesse sentido, o jornalismo necessita estabelecer uma vigilância constante sobre a sua própria atividade.
Ainda dentro da perspectiva de Freire, consideramos que a comparação que o autor faz entre a ingenuidade e a criticidade pode contribuir para entendermos o Conhecimento do Jornalismo - que trata dos acontecimentos do mundo, dos diversos saberes, dos campos da experiência e do cotidiano. O autor esclarece que não há diferença e nem distância entre a ingenuidade e a criticidade. Para Paulo Freire, entre o saber da pura experiência e dos procedimentos metodicamente rigorosos ocorre uma superação.
Freire argumenta que não acontece uma ruptura porque a curiosidade ingênua, sem deixar de ser curiosidade, continuando a ser curiosidade, se criticiza. Continuando a explicação, diz que ao criticizar-se, tornando-se curiosidade epistemológica, metodicamente “rigorizando-se” na sua aproximação ao objeto, conota seus achados de maior exatidão. A curiosidade metodicamente rigorosa do método cognoscível se torna curiosidade epistemológica, mudando de qualidade, mas não na essência.
É dentro desse quadro que opera o conhecimento do jornalismo. Na produção da notícia o jornalista trabalha constantemente dentro dessa perspectiva de superação. Não é permitido ao jornalista que seja ingênuo na cobertura dos fatos. A tomada de consciência é o ponto de partida da sua atividade. Como é possível dar conta da cobertura dos acontecimentos, da mediação entre eles e a sociedade, se antes de construir a informação não conheço o objeto? É tomando consciência dele que me dou conta do objeto, que é conhecido por mim.
A eficácia da atividade jornalística e o Conhecimento do Jornalismo estão intimamente ligados ao que Freire colocava como a capacidade de abrir a “alma” da cultura, de aprender a racionalidade da experiência por meio de caminhos múltiplos, deixando-se “molhar, ensopar” das águas culturais e históricas dos indivíduos envolvidos na experiência. É dimensão crítica do conhecimento jornalístico, num imbricamento entre teoria e prática. Por fim, não custa lembrar que esses ensinamentos a partir da leitura da obra de Paulo Freire têm como preocupação mostrar que o jornalista que seja tentado a abrir mão do rigor do método esquece o respeito ao outro, vítima, testemunha, parente, espezinha o respeito que deve a si mesmo: não é mais que um instrumento – um meio! – da informação. É ainda o mestre Freire quem ensina, e isso é básico para o Jornalismo: o trabalho humanizante não poderá ser outro senão o trabalho de desmistificação. Por isso, a conscientização é o olhar mais crítico possível da realidade, que a “desvela” para conhecê-la e para conhecer os mitos que enganam e que ajudam a manter a realidade da estrutura dominante.
É o dever do Jornalismo a busca da verdade e a ética como singularidade. Uma utopia a ser perseguida diariamente. Um Jornalismo de frontes levantadas. Dentro desse contexto, concluo com Paulo Freire: “...o utópico não é o irrealizável; a utopia não é o idealismo, é a dialetização dos atos de denunciar a estrutura desumanizante e anunciar a estrutura humanizante. Por esta razão, a utopia é também um compromisso histórico”. O Jornalismo é a utopia realizável de um compromisso histórico com a verdade, a ética, a liberdade e a democracia.
*Alfredo Vizeu – Jornalista diplomado e coordenador do Núcleo de Jornalismo e Contemporaneidade da UFPE.
DEFINIDA ESTRUTURA PARA A REALIZAÇÃO DO ATO DE REPÚDIO AO STF, EM CAMPINA GRANDE
Toda a estrutura para a realização, no dia 13 de agosto, em Campina Grande, da passeata e do ato público de repúdio contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que extinguiu a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista, foi definida em reunião realizada nesta quinta-feira (30), no auditório da Associação Comercial, que contou com participação de representantes da sociedade civil organizada, líderes de entidades sindicais, trabalhistas, estudantis, patronais e do poder legislativo campinense.
A reunião, coordenada pelo jornalista Land Seixas, presidente do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, foi mais uma etapa na organização da mobilização proposta pelo Fórum de Luta contra a Desregulamentação das Profissões de Nível Superior, que tem à frente o SJPEPB, FENAJ e ACI.
Em atendimento a uma proposta do professor Josevaldo Cunha, presidente da ADUFCG, foram formadas as comissões de Divulgação e Imprensa, Finanças e de Mobilização, como forma de definir competências e otimizar as ações do movimento. Também ficou definido o percurso da passeata, que sairá do Curso de Comunicação da UEPB, no bairro de São José, e seguirá pelas ruas Lino Gomes, Treze de maio, Vidal de Negreiros e Avenida Floriano Peixoto, culminando na Praça da Bandeira, onde haverá o grande ato.
Outras questões necessárias ao movimento, como carros de som, faixas, apitos, coletes, colheres de pau, caçarolas, nariz de palhaço, tintas, caixão de defunto, boneco do ministro Gilmar Mendes (que será queimado em praça pública) também foram definidas.
Os presidentes da ADUEPB e ADUFCG, José Cristóvão Andrade e Josevaldo Cunha, respectivamente, disponibilizarão dois carros de som. As tintas e os apitos serão doados pelo jornalista Júlio César, do Diário da Borborema. O Sindicato dos Proprietários Rurais, através do seu presidente, João de Deus, doará 200 coletes, enquanto que o Sindicato dos Taxistas pagará a serigrafia que imprimirá a palavra de ordem “Fora Gilmar, diploma já”.
O boneco e o caixão serão patrocinados pelo Centrac. O Sindicato dos Jornalistas patrocinará 3 mil jornais, 5 mil panfletos, três ônibus para o pessoal que virá de João Pessoa e pagará as notas de divulgação do ato na Imprensa. Os vereadores Antonio Pereira e Fernando Carvalho doarão as colheres de pau e os narizes de palhaço. Cada entidade presente ao ato fará sua própria faixa.
COMISSÕES
As comissões ficaram constituídas da seguinte maneira: Divulgação e Imprensa (João da Paz, Orlando Ângelo, Francinete Silva, Wenia Bandeira, Fátima Luna, Valter Barbosa e Antonio Ribeiro), Mobilização (José do Nascimento Coelho, José Cristóvão Andrade, Áurea Olímpia, Josefa Vieira da Silva, Dalmo Oliveira e Zenaide Maria dos Santos), Finanças (Josevaldo Cunha, Antonio Nunes e Land Seixas).
ENTIDADES PRESENTES
Participaram da reunião, os vereadores Antonio Pereira, Laelson Patrício, Fernando Carvalho e a representante legal da vereadora Daniella Ribeiro, além de jornalistas, assessores de imprensa, comerciantes e estudantes. Estiveram representadas, as seguintes entidades: Sindicato dos Jornalistas, Federação Nacional dos Jornalistas, Associação Campinense de Imprensa, Associação dos Aposentados, Diretório Central dos Estudantes da UEPB, Sindicato dos Proprietários Rurais de Campina Grande.
E, ainda: Associação Paraibana de Imprensa, Ordem dos Músicos, Associação dos docentes da UFCG, Associação dos docentes da UEPB, SAB da Ramadinha I, Departamento de Comunicação Social da UEPB, Sindicato da Saúde Privada, Sindicato dos Comerciários, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Sindicato dos Taxistas, Grupo de Idosos Fios de Prata de Santa Rosa.
MINUTO DE SILÊNCIO
Durante a reunião, o presidente da Associação dos Docentes da UFCG, professor Josevaldo Cunha, comunicou aos presentes, o assassinato do trabalhador rural conhecido como Joãozinho, na localidade de Pedro Velho. Ele era integrante do Movimento dos Atingidos por Barragem. Na oportunidade foi prestado um minuto de silêncio em sua homenagem.
A reunião, coordenada pelo jornalista Land Seixas, presidente do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, foi mais uma etapa na organização da mobilização proposta pelo Fórum de Luta contra a Desregulamentação das Profissões de Nível Superior, que tem à frente o SJPEPB, FENAJ e ACI.
Em atendimento a uma proposta do professor Josevaldo Cunha, presidente da ADUFCG, foram formadas as comissões de Divulgação e Imprensa, Finanças e de Mobilização, como forma de definir competências e otimizar as ações do movimento. Também ficou definido o percurso da passeata, que sairá do Curso de Comunicação da UEPB, no bairro de São José, e seguirá pelas ruas Lino Gomes, Treze de maio, Vidal de Negreiros e Avenida Floriano Peixoto, culminando na Praça da Bandeira, onde haverá o grande ato.
Outras questões necessárias ao movimento, como carros de som, faixas, apitos, coletes, colheres de pau, caçarolas, nariz de palhaço, tintas, caixão de defunto, boneco do ministro Gilmar Mendes (que será queimado em praça pública) também foram definidas.
Os presidentes da ADUEPB e ADUFCG, José Cristóvão Andrade e Josevaldo Cunha, respectivamente, disponibilizarão dois carros de som. As tintas e os apitos serão doados pelo jornalista Júlio César, do Diário da Borborema. O Sindicato dos Proprietários Rurais, através do seu presidente, João de Deus, doará 200 coletes, enquanto que o Sindicato dos Taxistas pagará a serigrafia que imprimirá a palavra de ordem “Fora Gilmar, diploma já”.
O boneco e o caixão serão patrocinados pelo Centrac. O Sindicato dos Jornalistas patrocinará 3 mil jornais, 5 mil panfletos, três ônibus para o pessoal que virá de João Pessoa e pagará as notas de divulgação do ato na Imprensa. Os vereadores Antonio Pereira e Fernando Carvalho doarão as colheres de pau e os narizes de palhaço. Cada entidade presente ao ato fará sua própria faixa.
COMISSÕES
As comissões ficaram constituídas da seguinte maneira: Divulgação e Imprensa (João da Paz, Orlando Ângelo, Francinete Silva, Wenia Bandeira, Fátima Luna, Valter Barbosa e Antonio Ribeiro), Mobilização (José do Nascimento Coelho, José Cristóvão Andrade, Áurea Olímpia, Josefa Vieira da Silva, Dalmo Oliveira e Zenaide Maria dos Santos), Finanças (Josevaldo Cunha, Antonio Nunes e Land Seixas).
ENTIDADES PRESENTES
Participaram da reunião, os vereadores Antonio Pereira, Laelson Patrício, Fernando Carvalho e a representante legal da vereadora Daniella Ribeiro, além de jornalistas, assessores de imprensa, comerciantes e estudantes. Estiveram representadas, as seguintes entidades: Sindicato dos Jornalistas, Federação Nacional dos Jornalistas, Associação Campinense de Imprensa, Associação dos Aposentados, Diretório Central dos Estudantes da UEPB, Sindicato dos Proprietários Rurais de Campina Grande.
E, ainda: Associação Paraibana de Imprensa, Ordem dos Músicos, Associação dos docentes da UFCG, Associação dos docentes da UEPB, SAB da Ramadinha I, Departamento de Comunicação Social da UEPB, Sindicato da Saúde Privada, Sindicato dos Comerciários, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Sindicato dos Taxistas, Grupo de Idosos Fios de Prata de Santa Rosa.
MINUTO DE SILÊNCIO
Durante a reunião, o presidente da Associação dos Docentes da UFCG, professor Josevaldo Cunha, comunicou aos presentes, o assassinato do trabalhador rural conhecido como Joãozinho, na localidade de Pedro Velho. Ele era integrante do Movimento dos Atingidos por Barragem. Na oportunidade foi prestado um minuto de silêncio em sua homenagem.
Resposta - Roberto Numeriano
Cara Brena,
Pena que a jornalista tão ciosa do "bom jornalismo" fez parte, anos afio, como âncora, do jornalismo aético e marrom da Rede Globo... Achoque, a rigor, o prêmio em si tem justamente relação menos pela"confiabilidade" que ela encarnaria ,do que pela fama que ela angarioucomo "estrela" daquela emissora. Mas acredito na remissão dospecados...
Ela se posicionou sobre a regulamentação e a questão do diploma emalguns dos seus artigos? Vamos aumentar a pressão com a volta àsaulas, tentando mobilizar os estudantes. Estava pensando em criar umblog em Pernambuco, com objetivos semelhantes ao Observatório daImprensa, do Arnaldo Dines. Claro: nossos alvos seriam o jornalismo eas empresas do setor no Estado. Caso tenha interesse e tempo, gostariade discutir como poderíamos operacionalizar isso.
Um abraço. Saúde e paz.
R. Numeriano
Pena que a jornalista tão ciosa do "bom jornalismo" fez parte, anos afio, como âncora, do jornalismo aético e marrom da Rede Globo... Achoque, a rigor, o prêmio em si tem justamente relação menos pela"confiabilidade" que ela encarnaria ,do que pela fama que ela angarioucomo "estrela" daquela emissora. Mas acredito na remissão dospecados...
Ela se posicionou sobre a regulamentação e a questão do diploma emalguns dos seus artigos? Vamos aumentar a pressão com a volta àsaulas, tentando mobilizar os estudantes. Estava pensando em criar umblog em Pernambuco, com objetivos semelhantes ao Observatório daImprensa, do Arnaldo Dines. Claro: nossos alvos seriam o jornalismo eas empresas do setor no Estado. Caso tenha interesse e tempo, gostariade discutir como poderíamos operacionalizar isso.
Um abraço. Saúde e paz.
R. Numeriano
terça-feira, 28 de julho de 2009
Entrevista na rádio Liberdade sobre o diploma
Boa tarde,
Gente,
segue o link da entrevista realizada na Rádio Liberdade, hoje (24/07), comigo Brena Vila Nova e a jornalista Kelly Moura.
Foi muito legal a entrevista, no Programa Tarde Total Liberdade com a locutora Aline Souza. Muita gente ligou para emitir sua opinião sobre a eliminação da lei de regulamentação da profissão jornalista. Marcineiro, dona de casa, estudante e teve até gente de Campina Grande mandando mensagem e opinando. Muito bom! Espero ter deixado minha contribuição como estudante do 8° período de jornalismo.
http://www.4shared.com/file/120411935/cb60232e/Entrevista_Rdio_Liberdade_part_I_diploma_de_jornalismo_24_07_09.html
http://www.4shared.com/file/120413989/8b2b7e45/Entrevista_part_II_diploma_de_jornalismo.html
http://www.4shared.com/file/120415195/b0fe0d4b/Entrevista_Rdio_Liberdade_part_III.html
http://www.4shared.com/file/120415885/a6340785/Entrevista_Rdio_Liberdade_part_IV_diploma_de_jornalismo.html
Gente,
segue o link da entrevista realizada na Rádio Liberdade, hoje (24/07), comigo Brena Vila Nova e a jornalista Kelly Moura.
Foi muito legal a entrevista, no Programa Tarde Total Liberdade com a locutora Aline Souza. Muita gente ligou para emitir sua opinião sobre a eliminação da lei de regulamentação da profissão jornalista. Marcineiro, dona de casa, estudante e teve até gente de Campina Grande mandando mensagem e opinando. Muito bom! Espero ter deixado minha contribuição como estudante do 8° período de jornalismo.
http://www.4shared.com/file/120411935/cb60232e/Entrevista_Rdio_Liberdade_part_I_diploma_de_jornalismo_24_07_09.html
http://www.4shared.com/file/120413989/8b2b7e45/Entrevista_part_II_diploma_de_jornalismo.html
http://www.4shared.com/file/120415195/b0fe0d4b/Entrevista_Rdio_Liberdade_part_III.html
http://www.4shared.com/file/120415885/a6340785/Entrevista_Rdio_Liberdade_part_IV_diploma_de_jornalismo.html
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Convite
Debate sobre a importância da formação e o futuro do Jornalismo!
Local: Maria José Recepções / Caruaru - PE
Data: 05 de agosto de 2009
Hora: 19hs
Convidados: Professores Cidoval Moraes (PB).
Entrada: Grátis!
-
Alunos Favip: Lembrando que nos dias 06 e 07, faremos apresentações dos trabalhos interdisciplinares, então os alunos devem entrar em contato com os professores, para saber quais serão apresentados.
sábado, 25 de julho de 2009
Marca de confiança - Ana Paula Padrão
Walter Cronkite morreu um dia antes dos 40 anos do episódio que narrou com maestria, para milhões de americanos assombrados. O homem mais confiável dos Estados Unidos transmitiu a jornada da Apollo 11 rumo ao desconhecido com sobriedade e fascínio. Em vinte anos de aparições diárias no comando do telejornal de maior audiência da América, o CBS Evening News, Cronkite derramou apenas uma lágrima discreta na morte de John F. Kennedy. Não faço aqui nenhuma ode ao desempenho intelectual do âncora que virou mito. Mas podem ter certeza que sua atuação me provoca alguma nostalgia do tempo em que a sociedade se reconhecia na discrição. Walter Cronkite se tornou o que se tornou não pelo que disse, mas pelo que não chegou a dizer. E, nas raras ocasiões em que externou opiniões, ainda que em sussurros, foi mais ouvido do que se as gritasse diariamente na TV.
Hoje, os americanos, como de resto a maior parte do mundo, absorvem a notícia aos berros. É muito barulhenta essa era de celebridades instantâneas. Se o homem pisasse hoje na Lua, pela primeira vez, talvez boa parte da pseudo-imprensa mundial acompanhasse o fato com menos estardalhaço do que aquele dedicado à morte de Michael Jackson. Não que o Peter Pan do pop não mereça cobertura de realeza. Não ficou famoso por exibir-se em reality shows mas pelo incrível talento que de fato possuía, e pelo que produziu a partir dele. O que me intriga, e talvez eu esteja mesmo ficando velha, é que seja cobrado dos veículos tradicionais o mesmo tipo de cobertura oferecido pelos sites que acompanham as celebridades. Afinal, as celebridades são célebres porque produzem notícia ou porque são a notícia? Quem cobre a história e quem cobre o show? O que é a notícia, nesse caso? Os figurinos Versace da família perfilada, sorvendo a última gota de sangue do artista diante de um estádio lotado, ou a verdadeira trajetória do mega star, que o levou à morte precoce? A bizarrice terá virado regra? O que é, nesse caso, jornalismo?
O jornalista Gay Talese, considerado por muitos um dos grandes propagadores do new journalism (detalhes, detalhes e mais detalhes no texto do observador incansável) diz que as diferenças entre as coberturas do escândalo de Watergate e da invasão do Iraque são abissais, e influenciaram as ações do governo em ambos os casos. Pode ser. As paixões arrebatam a visão crítica. Mas será esse um problema do jornalismo? Ou dos jornais? E de que jornais?
A pesquisa Marcas de Confiança registra 51% de confiabilidade aos jornalistas brasileiros. É pouco. Mas não me admiro. A bandeira da profissão está puída de tanto ser usada em coberturas que nada têm de jornalismo. Inúmeras plataformas travestidas em mídias jornalísticas confundem o consumidor da informação. Muito se diz que a mídia apenas responde ao desejo da audiência. Mas, cá entre nós, duvido que seja mesmo isso que telespectadores, leitores e ouvintes queiram de nós, jornalistas. A pulverização das mídias, muito saudável sob o aspecto da democratização da informação, não deveria enevoar a atuação do verdadeiro profissional da notícia.
Escrevo este artigo a pedido da revista Seleções, por ter sido uma das vencedoras da pesquisa Marcas de Confiança 2009. Fui considerada, pela terceira vez, a jornalista mais confiável do Brasil. Estou envaidecida. Mas devo dizer também que estamos todos nós, jornalistas, terrivelmente fora de moda. Somos sérios, numa era em que se levar a sério é considerado ultrapassado. Eu, por exemplo, uso o mesmo perfume há décadas. Sou fiel aos meus amigos. Sou prudente. Minha coragem, que existe, sim, está baseada em longo processo de pesquisa prévia e análise de riscos. Me equilibro entre a liberalidade moral e o conservadorismo ético. E tenho certeza de que não sou a única. Se destaque mereço é por estar na janela de exposição que é a TV. Sou vista, sou coerente, e inspiro confiança. Mas a imensa maioria dos verdadeiros jornalistas que conheço é igualmente séria e confiável. As redações estão cheias de pessoas que fazem da nobreza da profissão sua vida. Gente que busca a verdade por dever de ofício e a pratica no dia-a-dia por acreditar nela. Talvez estejamos eclipsados pelo que é considerado, hoje, notícia, mas que, definitivamente, não é jornalismo. Nós, os jornalistas, somos sérios sim. Somos objetivos e previsíveis na atuação profissional. E, somos, sim, profundamente confiáveis.
Fonte: http://www.anapaulapadrao.com.br/
Hoje, os americanos, como de resto a maior parte do mundo, absorvem a notícia aos berros. É muito barulhenta essa era de celebridades instantâneas. Se o homem pisasse hoje na Lua, pela primeira vez, talvez boa parte da pseudo-imprensa mundial acompanhasse o fato com menos estardalhaço do que aquele dedicado à morte de Michael Jackson. Não que o Peter Pan do pop não mereça cobertura de realeza. Não ficou famoso por exibir-se em reality shows mas pelo incrível talento que de fato possuía, e pelo que produziu a partir dele. O que me intriga, e talvez eu esteja mesmo ficando velha, é que seja cobrado dos veículos tradicionais o mesmo tipo de cobertura oferecido pelos sites que acompanham as celebridades. Afinal, as celebridades são célebres porque produzem notícia ou porque são a notícia? Quem cobre a história e quem cobre o show? O que é a notícia, nesse caso? Os figurinos Versace da família perfilada, sorvendo a última gota de sangue do artista diante de um estádio lotado, ou a verdadeira trajetória do mega star, que o levou à morte precoce? A bizarrice terá virado regra? O que é, nesse caso, jornalismo?
O jornalista Gay Talese, considerado por muitos um dos grandes propagadores do new journalism (detalhes, detalhes e mais detalhes no texto do observador incansável) diz que as diferenças entre as coberturas do escândalo de Watergate e da invasão do Iraque são abissais, e influenciaram as ações do governo em ambos os casos. Pode ser. As paixões arrebatam a visão crítica. Mas será esse um problema do jornalismo? Ou dos jornais? E de que jornais?
A pesquisa Marcas de Confiança registra 51% de confiabilidade aos jornalistas brasileiros. É pouco. Mas não me admiro. A bandeira da profissão está puída de tanto ser usada em coberturas que nada têm de jornalismo. Inúmeras plataformas travestidas em mídias jornalísticas confundem o consumidor da informação. Muito se diz que a mídia apenas responde ao desejo da audiência. Mas, cá entre nós, duvido que seja mesmo isso que telespectadores, leitores e ouvintes queiram de nós, jornalistas. A pulverização das mídias, muito saudável sob o aspecto da democratização da informação, não deveria enevoar a atuação do verdadeiro profissional da notícia.
Escrevo este artigo a pedido da revista Seleções, por ter sido uma das vencedoras da pesquisa Marcas de Confiança 2009. Fui considerada, pela terceira vez, a jornalista mais confiável do Brasil. Estou envaidecida. Mas devo dizer também que estamos todos nós, jornalistas, terrivelmente fora de moda. Somos sérios, numa era em que se levar a sério é considerado ultrapassado. Eu, por exemplo, uso o mesmo perfume há décadas. Sou fiel aos meus amigos. Sou prudente. Minha coragem, que existe, sim, está baseada em longo processo de pesquisa prévia e análise de riscos. Me equilibro entre a liberalidade moral e o conservadorismo ético. E tenho certeza de que não sou a única. Se destaque mereço é por estar na janela de exposição que é a TV. Sou vista, sou coerente, e inspiro confiança. Mas a imensa maioria dos verdadeiros jornalistas que conheço é igualmente séria e confiável. As redações estão cheias de pessoas que fazem da nobreza da profissão sua vida. Gente que busca a verdade por dever de ofício e a pratica no dia-a-dia por acreditar nela. Talvez estejamos eclipsados pelo que é considerado, hoje, notícia, mas que, definitivamente, não é jornalismo. Nós, os jornalistas, somos sérios sim. Somos objetivos e previsíveis na atuação profissional. E, somos, sim, profundamente confiáveis.
Fonte: http://www.anapaulapadrao.com.br/
Lei de regulamentação da profissão jornalista
Estudantes,
segue a lei de regulamentação da profissão jornalista, que foi eliminada pelo Supremo Tribunal Federal. Leiam e preparem-se para o Debate na Favip dia 05/08/09.
Decreto nº 83.284 - regulamentação do decreto-lei nº 972/69DECRETO Nº 83.284, DE 13 DE MARÇO DE 1979
Dá nova regulamentação ao Decreto-lei nº 972, de 17 de outubro de 1969, que dispõe sobre o exercício da profissão de Jornalista, em decorrência das alterações introduzidas pela Lei nº 6.612, de 7 de dezembro de 1978
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o art. 81, item III, da Constituição, decreta:Art. 1º É livre, em todo território nacional, o exercício da profissão de Jornalista, aos que satisfazerem as condições estabelecidas neste Decreto.
Art. 2º A profissão de Jornalista compreende, privativamente, o exercício habitual e remunerado de qualquer das seguintes atividades:
I - redação, condensação, titulação, interpretação, correção ou coordenação de matéria a ser divulgada, contenha ou não comentário;
II - comentário ou crônica, pelo rádio ou pela televisão;
III - entrevista, inquérito ou reportagem, escrita ou falada;
IV - planejamento, organização, direção e eventual execução de serviços técnicos de Jornalismo, como os de arquivo, ilustração ou distribuição gráfica de matéria a ser divulgada;
V - planejamento, organização e administração técnica dos serviços de que trata a alínea “a”;
VI - ensino de técnicas de Jornalismo;
VII - coleta de notícias ou informações e seu preparo para divulgação;
VIII - revisão de originais de matéria jornalística, com vistas à correção redacional e à adequação da linguagem;
XIX - organização e conservação de arquivo jornalístico, e pesquisa dos respectivos dados para a elaboração de notícias;
X - execução de distribuição gráfica de texto, fotografia ou ilustração de caráter jornalístico, para fins de divulgação;
XI - execução de desenhos artísticos ou técnicos de caráter jornalístico, para fins de divulgação.
Art. 3º Considera-se empresa jornalística, para os efeitos deste Decreto-lei, aquela que tenha como atividade a edição de jornal ou revista, ou a distribuição de noticiário, com funcionamento efetivo, idoneidade financeira e registro legal.§ 1º Equipara-se à empresa jornalística a seção ou serviço de empresa de radiofusão, televisão ou divulgação cinematográfica, ou de agência de publicidade, onde sejam exercidas as atividades previstas no artigo 2º.0§ 2º A entidade pública ou privada não jornalística sob cuja responsabilidade se editar publicação destinada a circulação externa está obrigada ao cumprimento deste decreto, relativamente aos jornalistas que contratar.
Art. 4º O exercício da profissão de jornalista requer prévio registro no órgão regional do Ministério do Trabalho, que se fará mediante a apresentação de:I – prova de nacionalidade brasileira;II – prova de que não está denunciado ou condenado pela prática de ilícito penal;III – diploma de curso de nível superior de Jornalismo ou de Comunicação Social, habilitação Jornalismo, fornecido por estabelecimento de ensino reconhecido na forma da lei, para as funções relacionadas nos itens I a IV do artigo 11;IV – Carteira de Trabalho e Previdência Social.Parágrafo único – Aos profissionais registrados exclusivamente para o exercício das funções relacionadas nos itens VII a XI do artigo 11, é vedado o exercício das funções constantes nos itens I a VII do mesmo artigo.
Art. 5º O Ministério do Trabalho concederá, desde que satisfeitas as exigências constantes neste Decreto, registro especial ao:I – colaborador, assim entendido aquele que, mediante remuneração e sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionando com a sua especialização, para ser divulgado com o nome e qualificação do autor;II – funcionário público titular de cargo cujas atribuições legais coincidam com as mencionadas no artigo 2º;III – provisionado.Parágrafo único – O registro de que tratam os itens I e II deste artigo não implica o reconhecimento de quaisquer direitos que decorram da condição de empregado, nem, no caso do item II, dos resultantes do exercício privado e autônomo da profissão.
Art. 6º Para o registro especial de colaborador é necessária a apresentação de:I – prova de nacionalidade brasileira;II – prova de que não está denunciado ou condenado pela prática de ilícito penal;III – declaração de empresa jornalística, ou que a ela seja equiparada, informando do seu interesse pelo registro de colaborador do candidato, onde conste a sua especialização, remuneração contratada e pseudônimo, se houver.
Art. 7º Para o registro especial de funcionário público titular de cargo cujas atribuições legais coincidam com as mencionadas no artigo 2º, é necessário a apresentação de ato de nomeação ou contratação para cargo ou emprego com aquelas atribuições, além do cumprimento do que estabelece o artigo 4º.
Art. 8¬º Para o registro especial de provisionado é necessário a apresentação de:I – prova de nacionalidade brasileira;II – prova de que não está denunciado ou condenado pela prática de ilícito penal;III – declaração, fornecida pela empresa jornalística ou que a ela seja equiparada, na qual conste a função a ser exercida e o salário correspondente;IV – diploma de curso de nível superior ou certificado de ensino de 2º grau fornecido por estabelecimento de ensino reconhecido na forma da lei, para as funções relacionadas nos itens I a VII do artigo 11;V – declaração, fornecida pela entidade sindical representativa da categoria profissional, com base territorial abrangendo o município no qual o provisionado irá desempenhar suas funções, de que não há jornalista associado do Sindicato, domiciliado naquele município, disponível da contratação;VI – Carteira de Trabalho e Previdência Social.§ 1º A declaração de que trata o item V deverá ser fornecida pelo Sindicato, ao interessado, no prazo de 3 dias úteis.§ 2º Caso exista profissional domiciliado no município, disponível para contratação, o Sindicato comunicará tal fato ao Ministério do Trabalho, no mesmo prazo de 3 dias, a contar do pedido de fornecimento da declaração de que trata o item V.§ 3º Caso o Sindicato não forneça a declaração de que trata o item V, no prazo mencionado no § 1º, o interessado poderá instruir seu pedido de registro com o protocolo de apresentação do requerimento ao Sindicato.§ 4º Na hipótese prevista no parágrafo anterior o Ministério do Trabalho concederá ao Sindicato prazo não superior a 3 dias para se manifestar sobre o fornecimento da declaração, caso não tenha ocorrido o fato constante no § 2º.§ 5º O registro especial de provisionado terá caráter temporário, com duração máxima de três anos, renovável somente com a apresentação de toda a documentação prevista neste artigo.Art. 9º Será efetuado, no Ministério do Trabalho, registro dos diretores de empresas jornalísticas que, não sendo jornalistas, respondem pelas respectivas publicações, para o que é necessário a apresentação de:I – prova de nacionalidade brasileira;II – prova de que não está denunciado ou condenado pela prática de ilícito penal;III – prova de registro civil ou comercial da empresa jornalística com o inteiro teor do seu ato constitutivo;IV – prova de depósito do título da publicação ou da agência de notícias no órgão competente do Ministério da Indústria e do Comércio;V – 30 exemplares do jornal, ou 12 exemplares da revista, ou 30 recortes ou cópias de noticiário, com datas diferentes de sua divulgação. § 1º Tratando-se de empresa nova, o Ministério do Trabalho efetuará registro provisório, com validade por 2 anos, tornando-se definitivo após a comprovação constante do item V deste artigo. § 2º Não será admitida renovação ou prorrogação do prazo de validade do registro provisório previsto no parágrafo anterior.
Art. 10º Será efetuado no Ministério do Trabalho registro especial do diretor de empresa não jornalística sob cuja responsabilidade se editar publicação destinada à circulação externa ou interna, para o que se exigirá a apresentação de: I – prova de nacionalidade brasileira;II – prova de que não está denunciado ou condenado pela prática de ilícito penal;III – prova de depósito do título da publicação no órgão competente do Ministério da Indústria e do Comércio.
Art.. 11 – As funções desempenhadas pelos jornalistas, como empregados, serão assim classificadas:I - Redator: aquele que, além das incumbências de redação comum, tem o encargo de redigir editoriais, crônicas ou comentários;II - Noticiarista: aquele que tem o encargo de redigir matérias de caráter informativo, desprovidas de apreciações ou comentários, preparando-as ou redigindo-as para a divulgação;III - Repórter: aquele que cumpre a determinação de colher notícias ou informações, preparando-as para divulgação;IV - Repórter de setor: aquele que tem o encargo de colher notícias ou informações sobre assuntos predeterminados, preparando-as ou redigindo-as para divulgação;V - Rádio-repórter: aquele a quem cabe a difusão oral de acontecimento ou entrevista pelo rádio ou pela televisão, no instante ou no local em que ocorram, assim como o comentário ou crônica, pelos mesmos veículos; VI - Arquivista-pesquisador: aquele que tem a incumbência de organizar e conservar cultural e tecnicamente, o arquivo redatorial, procedendo à pesquisa dos respectivos dados para a elaboração de notícias;VII - Revisor: aquele que tem o encargo de rever as provas tipográficas de matéria jornalística;VIII - Ilustrador: aquele que tem a seu cargo criar ou executar desenhos artísticos ou técnicos de caráter jornalístico;XIX - Repórter-fotográfico: aquele a quem cabe registrar, fotograficamente, quaisquer fatos ou assuntos de interesse jornalístico;X - Repórter-cinematográfico: aquele a quem cabe registrar cinematograficamente quaisquer fatos ou assuntos de interesse jornalístico; XI - Diagramador: aquele a quem compete planejar e executar a distribuição gráfica de matérias, fotografias ou ilustrações de caráter jornalístico, para fins de publicação.Parágrafo único – Os Sindicatos serão ouvidos sobre o exato enquadramento de cada profissional.Art. 12º Serão privativas de jornalista as funções pertinentes às atividades descritas no artigo 2º, tais como Editor, Secretário, Subsecretário, Chefe de reportagem e Chefe de Revisão.Art. 13º Não haverá incompatibilidade entre o exercício da profissão de Jornalista e o de qualquer outra função remunerada ainda que pública, respeitadas a proibição de acumular cargos e as demais restrições de lei.Art. 14º Será passível de trancamento o registro profissional do jornalista que, sem motivo legal, deixar de exercer a profissão por mais de 2 anos.§ 1º Não incide na cominação deste artigo o afastamento decorrente de:a) suspensão ou interrupção do contrato de trabalho;b) aposentadoria como jornalista;c) viagem ou bolsa de estudo, para aperfeiçoamento profissional;d) desemprego, apurado na forma da Lei nº 4.923, de 23 de dezembro de 1965.
§ 2º O trancamento será da competência do órgão regional do Ministério do Trabalho, de ofício ou requerimento da entidade sindical representativa da categoria profissional, cabendo a esta fazer publicar, em órgão oficial, por três vezes consecutivas e dentro de um interstício de dois anos, a relação dos jornalistas cujos registros pretende trancar. § 3º Os órgãos do Ministério do Trabalho prestarão aos sindicatos representativos da categoria profissional, as informações que lhes forem solicitadas, especialmente quanto ao registro de admissões e dispensas nas empresas jornalísticas, realizando as inspeções que se tronarem necessárias para a verificação do exercício da profissão de jornalista.§ 4º O exercício da atividade em empresa não jornalística, mencionada no artigo 3º, § 2º, não constituirá prova suficiente de permanência na profissão se a publicação e seu responsável não tiverem registro nos termos deste Decreto.§ 5º O registro trancado suspende a titularidade e o exercício das prerrogativas profissionais, mas pode ser revalidado mediante apresentação dos documentos mencionados nos itens II e III do artigo 4º.Art. 15º O salário de jornalista não poderá ser reajustado nos contratos individuais de trabalho, para a jornada normal de 5 horas, em base inferior à do salário estipulado, para a respectiva função em acordo ou convenção coletiva de trabalho, ou sentença normativa das Justiça do Trabalho.Parágrafo único – Em negociação ou dissídio coletivo poderão os Sindicatos de Jornalistas reclamar o estabelecimento de critério de remuneração adicional pela divulgação de trabalho produzido por jornalistas em mais de um veículo de comunicação coletiva.Art. 16º A admissão de provisionado, para exercer funções relacionadas nos itens I a VII do artigo 11, será permitida nos municípios onde não existia curso de Jornalismo reconhecido na forma de lei e comprovadamente, não haja jornalista domiciliado, associado do sindicato representativo da categoria profissional, disponível para contratação.Parágrafo único – O provisionado nos termos deste artigo poderá exercer suas atividades somente no município para o qual foi registrado.Art. 17º Os atuais portadores de registro especial de provisionado poderão exercer suas atividades no Estado onde foram contratados.Art. 18 – A fiscalização do cumprimento dos dispositivos deste Decreto se fará na forma do artigo 626 da Consolidação das Leis do Trabalho, sendo aplicável aos infratores multa variável de 1 a 10 vezes o maior valor de referência fixado de acordo com o artigo 2º, parágrafo único, da Lei nº 6.205, de 29 de abril de 1975.Parágrafo único – Aos sindicatos representativos da categoria profissional incumbe representar às autoridades competentes acerca do exercício irregular da profissão de Jornalista.Art. 19º Constitui fraude a prestação de serviços profissionais gratuitos, ou com pagamentos simbólicos, sob pretexto de estágio, bolsa de complementação, convênio ou qualquer outra modalidade, em desrespeito à legislação trabalhista e a este regulamento.Art. 20º O disposto neste Decreto não impede a conclusão dos estágios comprovadamente iniciados antes da vigência da Lei nº 6.612, de 7 de dezembro de 1978, os quais, entretanto, não conferirão, por si sós, direito ao registro profissional.Art. 21º Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário, especialmente os Decretos nºs 65.912, de 19 de dezembro de 1969, e 68.629, de 18 de maio de 1971.
Brasília, 13 de março de 1979; 158º da Independência e 91º da República.(D.O. de 13-3-79)
Ernesto GeiselArnaldo Prieto
fonte: http://www.anj.org.br/servicos/legislacao/legislacao-brasileira/decreto-no-83-284-regulamentacao-do-decreto-lei-no-972-69
segue a lei de regulamentação da profissão jornalista, que foi eliminada pelo Supremo Tribunal Federal. Leiam e preparem-se para o Debate na Favip dia 05/08/09.
Decreto nº 83.284 - regulamentação do decreto-lei nº 972/69DECRETO Nº 83.284, DE 13 DE MARÇO DE 1979
Dá nova regulamentação ao Decreto-lei nº 972, de 17 de outubro de 1969, que dispõe sobre o exercício da profissão de Jornalista, em decorrência das alterações introduzidas pela Lei nº 6.612, de 7 de dezembro de 1978
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o art. 81, item III, da Constituição, decreta:Art. 1º É livre, em todo território nacional, o exercício da profissão de Jornalista, aos que satisfazerem as condições estabelecidas neste Decreto.
Art. 2º A profissão de Jornalista compreende, privativamente, o exercício habitual e remunerado de qualquer das seguintes atividades:
I - redação, condensação, titulação, interpretação, correção ou coordenação de matéria a ser divulgada, contenha ou não comentário;
II - comentário ou crônica, pelo rádio ou pela televisão;
III - entrevista, inquérito ou reportagem, escrita ou falada;
IV - planejamento, organização, direção e eventual execução de serviços técnicos de Jornalismo, como os de arquivo, ilustração ou distribuição gráfica de matéria a ser divulgada;
V - planejamento, organização e administração técnica dos serviços de que trata a alínea “a”;
VI - ensino de técnicas de Jornalismo;
VII - coleta de notícias ou informações e seu preparo para divulgação;
VIII - revisão de originais de matéria jornalística, com vistas à correção redacional e à adequação da linguagem;
XIX - organização e conservação de arquivo jornalístico, e pesquisa dos respectivos dados para a elaboração de notícias;
X - execução de distribuição gráfica de texto, fotografia ou ilustração de caráter jornalístico, para fins de divulgação;
XI - execução de desenhos artísticos ou técnicos de caráter jornalístico, para fins de divulgação.
Art. 3º Considera-se empresa jornalística, para os efeitos deste Decreto-lei, aquela que tenha como atividade a edição de jornal ou revista, ou a distribuição de noticiário, com funcionamento efetivo, idoneidade financeira e registro legal.§ 1º Equipara-se à empresa jornalística a seção ou serviço de empresa de radiofusão, televisão ou divulgação cinematográfica, ou de agência de publicidade, onde sejam exercidas as atividades previstas no artigo 2º.0§ 2º A entidade pública ou privada não jornalística sob cuja responsabilidade se editar publicação destinada a circulação externa está obrigada ao cumprimento deste decreto, relativamente aos jornalistas que contratar.
Art. 4º O exercício da profissão de jornalista requer prévio registro no órgão regional do Ministério do Trabalho, que se fará mediante a apresentação de:I – prova de nacionalidade brasileira;II – prova de que não está denunciado ou condenado pela prática de ilícito penal;III – diploma de curso de nível superior de Jornalismo ou de Comunicação Social, habilitação Jornalismo, fornecido por estabelecimento de ensino reconhecido na forma da lei, para as funções relacionadas nos itens I a IV do artigo 11;IV – Carteira de Trabalho e Previdência Social.Parágrafo único – Aos profissionais registrados exclusivamente para o exercício das funções relacionadas nos itens VII a XI do artigo 11, é vedado o exercício das funções constantes nos itens I a VII do mesmo artigo.
Art. 5º O Ministério do Trabalho concederá, desde que satisfeitas as exigências constantes neste Decreto, registro especial ao:I – colaborador, assim entendido aquele que, mediante remuneração e sem relação de emprego, produz trabalho de natureza técnica, científica ou cultural, relacionando com a sua especialização, para ser divulgado com o nome e qualificação do autor;II – funcionário público titular de cargo cujas atribuições legais coincidam com as mencionadas no artigo 2º;III – provisionado.Parágrafo único – O registro de que tratam os itens I e II deste artigo não implica o reconhecimento de quaisquer direitos que decorram da condição de empregado, nem, no caso do item II, dos resultantes do exercício privado e autônomo da profissão.
Art. 6º Para o registro especial de colaborador é necessária a apresentação de:I – prova de nacionalidade brasileira;II – prova de que não está denunciado ou condenado pela prática de ilícito penal;III – declaração de empresa jornalística, ou que a ela seja equiparada, informando do seu interesse pelo registro de colaborador do candidato, onde conste a sua especialização, remuneração contratada e pseudônimo, se houver.
Art. 7º Para o registro especial de funcionário público titular de cargo cujas atribuições legais coincidam com as mencionadas no artigo 2º, é necessário a apresentação de ato de nomeação ou contratação para cargo ou emprego com aquelas atribuições, além do cumprimento do que estabelece o artigo 4º.
Art. 8¬º Para o registro especial de provisionado é necessário a apresentação de:I – prova de nacionalidade brasileira;II – prova de que não está denunciado ou condenado pela prática de ilícito penal;III – declaração, fornecida pela empresa jornalística ou que a ela seja equiparada, na qual conste a função a ser exercida e o salário correspondente;IV – diploma de curso de nível superior ou certificado de ensino de 2º grau fornecido por estabelecimento de ensino reconhecido na forma da lei, para as funções relacionadas nos itens I a VII do artigo 11;V – declaração, fornecida pela entidade sindical representativa da categoria profissional, com base territorial abrangendo o município no qual o provisionado irá desempenhar suas funções, de que não há jornalista associado do Sindicato, domiciliado naquele município, disponível da contratação;VI – Carteira de Trabalho e Previdência Social.§ 1º A declaração de que trata o item V deverá ser fornecida pelo Sindicato, ao interessado, no prazo de 3 dias úteis.§ 2º Caso exista profissional domiciliado no município, disponível para contratação, o Sindicato comunicará tal fato ao Ministério do Trabalho, no mesmo prazo de 3 dias, a contar do pedido de fornecimento da declaração de que trata o item V.§ 3º Caso o Sindicato não forneça a declaração de que trata o item V, no prazo mencionado no § 1º, o interessado poderá instruir seu pedido de registro com o protocolo de apresentação do requerimento ao Sindicato.§ 4º Na hipótese prevista no parágrafo anterior o Ministério do Trabalho concederá ao Sindicato prazo não superior a 3 dias para se manifestar sobre o fornecimento da declaração, caso não tenha ocorrido o fato constante no § 2º.§ 5º O registro especial de provisionado terá caráter temporário, com duração máxima de três anos, renovável somente com a apresentação de toda a documentação prevista neste artigo.Art. 9º Será efetuado, no Ministério do Trabalho, registro dos diretores de empresas jornalísticas que, não sendo jornalistas, respondem pelas respectivas publicações, para o que é necessário a apresentação de:I – prova de nacionalidade brasileira;II – prova de que não está denunciado ou condenado pela prática de ilícito penal;III – prova de registro civil ou comercial da empresa jornalística com o inteiro teor do seu ato constitutivo;IV – prova de depósito do título da publicação ou da agência de notícias no órgão competente do Ministério da Indústria e do Comércio;V – 30 exemplares do jornal, ou 12 exemplares da revista, ou 30 recortes ou cópias de noticiário, com datas diferentes de sua divulgação. § 1º Tratando-se de empresa nova, o Ministério do Trabalho efetuará registro provisório, com validade por 2 anos, tornando-se definitivo após a comprovação constante do item V deste artigo. § 2º Não será admitida renovação ou prorrogação do prazo de validade do registro provisório previsto no parágrafo anterior.
Art. 10º Será efetuado no Ministério do Trabalho registro especial do diretor de empresa não jornalística sob cuja responsabilidade se editar publicação destinada à circulação externa ou interna, para o que se exigirá a apresentação de: I – prova de nacionalidade brasileira;II – prova de que não está denunciado ou condenado pela prática de ilícito penal;III – prova de depósito do título da publicação no órgão competente do Ministério da Indústria e do Comércio.
Art.. 11 – As funções desempenhadas pelos jornalistas, como empregados, serão assim classificadas:I - Redator: aquele que, além das incumbências de redação comum, tem o encargo de redigir editoriais, crônicas ou comentários;II - Noticiarista: aquele que tem o encargo de redigir matérias de caráter informativo, desprovidas de apreciações ou comentários, preparando-as ou redigindo-as para a divulgação;III - Repórter: aquele que cumpre a determinação de colher notícias ou informações, preparando-as para divulgação;IV - Repórter de setor: aquele que tem o encargo de colher notícias ou informações sobre assuntos predeterminados, preparando-as ou redigindo-as para divulgação;V - Rádio-repórter: aquele a quem cabe a difusão oral de acontecimento ou entrevista pelo rádio ou pela televisão, no instante ou no local em que ocorram, assim como o comentário ou crônica, pelos mesmos veículos; VI - Arquivista-pesquisador: aquele que tem a incumbência de organizar e conservar cultural e tecnicamente, o arquivo redatorial, procedendo à pesquisa dos respectivos dados para a elaboração de notícias;VII - Revisor: aquele que tem o encargo de rever as provas tipográficas de matéria jornalística;VIII - Ilustrador: aquele que tem a seu cargo criar ou executar desenhos artísticos ou técnicos de caráter jornalístico;XIX - Repórter-fotográfico: aquele a quem cabe registrar, fotograficamente, quaisquer fatos ou assuntos de interesse jornalístico;X - Repórter-cinematográfico: aquele a quem cabe registrar cinematograficamente quaisquer fatos ou assuntos de interesse jornalístico; XI - Diagramador: aquele a quem compete planejar e executar a distribuição gráfica de matérias, fotografias ou ilustrações de caráter jornalístico, para fins de publicação.Parágrafo único – Os Sindicatos serão ouvidos sobre o exato enquadramento de cada profissional.Art. 12º Serão privativas de jornalista as funções pertinentes às atividades descritas no artigo 2º, tais como Editor, Secretário, Subsecretário, Chefe de reportagem e Chefe de Revisão.Art. 13º Não haverá incompatibilidade entre o exercício da profissão de Jornalista e o de qualquer outra função remunerada ainda que pública, respeitadas a proibição de acumular cargos e as demais restrições de lei.Art. 14º Será passível de trancamento o registro profissional do jornalista que, sem motivo legal, deixar de exercer a profissão por mais de 2 anos.§ 1º Não incide na cominação deste artigo o afastamento decorrente de:a) suspensão ou interrupção do contrato de trabalho;b) aposentadoria como jornalista;c) viagem ou bolsa de estudo, para aperfeiçoamento profissional;d) desemprego, apurado na forma da Lei nº 4.923, de 23 de dezembro de 1965.
§ 2º O trancamento será da competência do órgão regional do Ministério do Trabalho, de ofício ou requerimento da entidade sindical representativa da categoria profissional, cabendo a esta fazer publicar, em órgão oficial, por três vezes consecutivas e dentro de um interstício de dois anos, a relação dos jornalistas cujos registros pretende trancar. § 3º Os órgãos do Ministério do Trabalho prestarão aos sindicatos representativos da categoria profissional, as informações que lhes forem solicitadas, especialmente quanto ao registro de admissões e dispensas nas empresas jornalísticas, realizando as inspeções que se tronarem necessárias para a verificação do exercício da profissão de jornalista.§ 4º O exercício da atividade em empresa não jornalística, mencionada no artigo 3º, § 2º, não constituirá prova suficiente de permanência na profissão se a publicação e seu responsável não tiverem registro nos termos deste Decreto.§ 5º O registro trancado suspende a titularidade e o exercício das prerrogativas profissionais, mas pode ser revalidado mediante apresentação dos documentos mencionados nos itens II e III do artigo 4º.Art. 15º O salário de jornalista não poderá ser reajustado nos contratos individuais de trabalho, para a jornada normal de 5 horas, em base inferior à do salário estipulado, para a respectiva função em acordo ou convenção coletiva de trabalho, ou sentença normativa das Justiça do Trabalho.Parágrafo único – Em negociação ou dissídio coletivo poderão os Sindicatos de Jornalistas reclamar o estabelecimento de critério de remuneração adicional pela divulgação de trabalho produzido por jornalistas em mais de um veículo de comunicação coletiva.Art. 16º A admissão de provisionado, para exercer funções relacionadas nos itens I a VII do artigo 11, será permitida nos municípios onde não existia curso de Jornalismo reconhecido na forma de lei e comprovadamente, não haja jornalista domiciliado, associado do sindicato representativo da categoria profissional, disponível para contratação.Parágrafo único – O provisionado nos termos deste artigo poderá exercer suas atividades somente no município para o qual foi registrado.Art. 17º Os atuais portadores de registro especial de provisionado poderão exercer suas atividades no Estado onde foram contratados.Art. 18 – A fiscalização do cumprimento dos dispositivos deste Decreto se fará na forma do artigo 626 da Consolidação das Leis do Trabalho, sendo aplicável aos infratores multa variável de 1 a 10 vezes o maior valor de referência fixado de acordo com o artigo 2º, parágrafo único, da Lei nº 6.205, de 29 de abril de 1975.Parágrafo único – Aos sindicatos representativos da categoria profissional incumbe representar às autoridades competentes acerca do exercício irregular da profissão de Jornalista.Art. 19º Constitui fraude a prestação de serviços profissionais gratuitos, ou com pagamentos simbólicos, sob pretexto de estágio, bolsa de complementação, convênio ou qualquer outra modalidade, em desrespeito à legislação trabalhista e a este regulamento.Art. 20º O disposto neste Decreto não impede a conclusão dos estágios comprovadamente iniciados antes da vigência da Lei nº 6.612, de 7 de dezembro de 1978, os quais, entretanto, não conferirão, por si sós, direito ao registro profissional.Art. 21º Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação, revogadas as disposições em contrário, especialmente os Decretos nºs 65.912, de 19 de dezembro de 1969, e 68.629, de 18 de maio de 1971.
Brasília, 13 de março de 1979; 158º da Independência e 91º da República.(D.O. de 13-3-79)
Ernesto GeiselArnaldo Prieto
fonte: http://www.anj.org.br/servicos/legislacao/legislacao-brasileira/decreto-no-83-284-regulamentacao-do-decreto-lei-no-972-69
Mobilização do verbo mobilizar
Brena, não se decepcione com o desinteresse. Essa é uma situaçãogeneralizada nas mobilizações pelo País. Mas, temos que seguir emfrente na luta. Nosso compromisso é por um mundo melhor, uma profissãodigna (e não depreciada pelos inescrupulosos) e uma por uma vida maiscamarada.
Ayrton Maciel.
Ayrton Maciel.
O Jornalismo e o tição
Alfredo Vizeu
O ex-governador Leonel Brizola foi perguntado certa vez por um repórter sobre sua possível decadência política. Tranqüilo e com voz firme ele respondeu: “Eu sou que nem o tição, é só soprar que eu incendeio”. O tição é um pedaço de lenha acesa ou queimada, um braseiro, colocado entre gravetos e lenhas nos fogões do interior do Estado do Rio Grande do Sul para ajudar a fazer o fogo nas manhãs frias. Como disse Brizola, um simples sopro e a chama toma conta de tudo.
Pois o exemplo do ex-governador serve como uma boa analogia para explicar como jornalistas, estudantes de jornalismo, professores, pesquisadores e a sociedade de uma maneira geral sentiram-se incomodados com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abolir a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da atividade profissional. Sopraram o tição e aumentam cada vez mais as manifestações em todo o País, de legislativos estaduais a deputados e senadores, bem como das entidades sindicais na luta pelo restabelecimento do diploma. A FENAJ e Sindicatos de Jornalistas de todo o País reuniram-se em São Paulo para estabelecer estratégias de ampliação e fortalecimento do movimento.
O Jornalismo não acabou. Está mais forte do que nunca. A decisão do STF, com todo o respeito que os ministros do Supremo merecem, mostrou pouco conhecimento do que é o Jornalismo. Uma breve leitura dos livros publicados pelo pioneiro dos Estudos e das Teorias de Jornalismo no Brasil, Luiz Beltrão, pernambucano de Olinda, mostraria o impacto que o Jornalismo produz na sociedade diariamente, seja em pequenos acontecimentos e nos grandes.
A título de ilustração – e mais uma vez com todo respeito aos ministros do STF – tomo um curso realizado por Beltrão no Centro Internacional de Estúdios Superiores de Periodismo para América Latina (CIESPAL) para mostrar a centralidade do Jornalismo no Brasil, isso já no começo da década de 60. No estudo ele apresenta e teoriza sobre a sua atividade no ensino de Jornalismo. O trabalho desenvolvido no Ciespal é transformado em livro, uma apostila com as conferências de Beltrão no Ciespal, ainda não publicado em português: Métodos de La Enseñanza de la Tecnica de Periodismo.
No livro Beltrão, aborda temas como: os processos didáticos para aplicação da aprendizagem do jornalismo; o conceito de jornalismo, suas modalidades e características; o estilo jornalístico; a reportagem policial, entre outros. Da obra vamos nos deter em três aspectos que consideramos trazer uma interessante reflexão sobre o Jornalismo: a pesquisa, a bibliografia, o jornal-laboratório e a interdisciplinaridade.
Beltrão, sem dúvida, tem uma preocupação constante nas suas obras com a pesquisa sobre o campo do Jornalismo. Em Enseñansa del Periodismo Beltrão apresenta uma investigação realizada no curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco, com a participação dos alunos, sobre os efeitos da suspensão da circulação dos jornais em função de uma greve dos gráficos.
Como enfatiza Luiz Beltrão, a investigação foi à primeira do gênero no Brasil e, provavelmente, também a primeira na América Latina. O estudo mostra as conseqüências da falta de circulação de notícias sobre a sociedade durante o período que durou o movimento dos gráficos de 21 de março a 9 de abril de 1963. A greve afetou os serviços públicos atingindo o interesse coletivo porque as ações governamentais que eram divulgadas nos jornais deixaram de ser comunicadas.
Beltrão mostra também que a área de diversão foi atingida resultando numa pouca procura aos cinemas mesmo com o lançamento, dias antes do término da paralisação, da superprodução Ben-Hur. Com a volta da circulação dos jornais, a pesquisa identificou que durante as seis semanas seguintes de exibição do filme as sessões estavam sempre lotadas. A investigação mostra ainda que até mesmo os acontecimentos sociais foram afetados. Festas e homenagens tiveram que ser adiadas em função da baixa assistência.
O estudo indica que a circulação das notícias é uma exigência da própria sociedade e a ausência das mesmas afeta fortemente o cotidiano de homens e mulheres. A interpretação da realidade como um conjunto de notícias responde a uma expectativa pública e a exigências técnicas. A instituição do Jornalismo atua como uma mediadora entre a realidade global e o público ou audiência que se serve dela.
Uma breve leitura do livro de Beltrão, dentro da vasta bibliografia que temos sobre o campo jornalístico, contribuiria para uma melhor compreensão sobre o que é o Jornalismo. É uma atividade que exige um profissional altamente qualificado. Por isso, o futuro jornalista deve estar preparado para os desafios das tecnologias digitais, do desenvolvimento da multimídia, das telecomunicações e da Internet, com a convergência de meios e suportes que diluem as fronteiras tradicionais do Jornalismo trazendo para a cena novos protagonistas, novos atores e novos processos (nova geração de jornalistas, professores e empresas jornalísticas).
Mas, o maior desafio é de natureza ética: ser fiel à destinação do Jornalismo como serviço público sem perder de perspectiva as inovações tecnológicas que atualizam constantemente seus gêneros e formatos garantindo a plena integração com as demandas da sociedade.
Por fim, há seis meses, por estar participando da Comissão Superior de Especialistas em Formação Superior para Subsidiar a Revisão das Diretrizes Curriculares de Jornalismo, do Ministério da Educação (MEC), não vinha escrevendo artigos sobre a relevância do Jornalismo para que minha opinião não se confundisse com a da Comissão e comprometesse de alguma forma o trabalho sério e ético que foi realizado. Agora que o trabalho acabou, sinto-me à vontade para me manifestar publicamente de novo. Desde já reitero minha defesa intransigente na formação superior em Jornalismo e na exigência do diploma para o exercício da atividade de jornalista. Respeito às opiniões em contrário, mas, mais de 30 anos de luta como profissional, professor e pesquisador de Jornalismo mostraram-me a centralidade desse campo de conhecimento nas sociedades democráticas.
É sempre bom lembrar as palavras de Ruy Barbosa em Imprensa e o Dever da Verdade: “A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam ou destroem, vela pelo que lhe interessa, se acautela do que a ameaça”.
Alfredo Vizeu – jornalista diplomado e coordenador do Núcleo de Jornalismo e Contemporaneidade do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE
O ex-governador Leonel Brizola foi perguntado certa vez por um repórter sobre sua possível decadência política. Tranqüilo e com voz firme ele respondeu: “Eu sou que nem o tição, é só soprar que eu incendeio”. O tição é um pedaço de lenha acesa ou queimada, um braseiro, colocado entre gravetos e lenhas nos fogões do interior do Estado do Rio Grande do Sul para ajudar a fazer o fogo nas manhãs frias. Como disse Brizola, um simples sopro e a chama toma conta de tudo.
Pois o exemplo do ex-governador serve como uma boa analogia para explicar como jornalistas, estudantes de jornalismo, professores, pesquisadores e a sociedade de uma maneira geral sentiram-se incomodados com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abolir a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da atividade profissional. Sopraram o tição e aumentam cada vez mais as manifestações em todo o País, de legislativos estaduais a deputados e senadores, bem como das entidades sindicais na luta pelo restabelecimento do diploma. A FENAJ e Sindicatos de Jornalistas de todo o País reuniram-se em São Paulo para estabelecer estratégias de ampliação e fortalecimento do movimento.
O Jornalismo não acabou. Está mais forte do que nunca. A decisão do STF, com todo o respeito que os ministros do Supremo merecem, mostrou pouco conhecimento do que é o Jornalismo. Uma breve leitura dos livros publicados pelo pioneiro dos Estudos e das Teorias de Jornalismo no Brasil, Luiz Beltrão, pernambucano de Olinda, mostraria o impacto que o Jornalismo produz na sociedade diariamente, seja em pequenos acontecimentos e nos grandes.
A título de ilustração – e mais uma vez com todo respeito aos ministros do STF – tomo um curso realizado por Beltrão no Centro Internacional de Estúdios Superiores de Periodismo para América Latina (CIESPAL) para mostrar a centralidade do Jornalismo no Brasil, isso já no começo da década de 60. No estudo ele apresenta e teoriza sobre a sua atividade no ensino de Jornalismo. O trabalho desenvolvido no Ciespal é transformado em livro, uma apostila com as conferências de Beltrão no Ciespal, ainda não publicado em português: Métodos de La Enseñanza de la Tecnica de Periodismo.
No livro Beltrão, aborda temas como: os processos didáticos para aplicação da aprendizagem do jornalismo; o conceito de jornalismo, suas modalidades e características; o estilo jornalístico; a reportagem policial, entre outros. Da obra vamos nos deter em três aspectos que consideramos trazer uma interessante reflexão sobre o Jornalismo: a pesquisa, a bibliografia, o jornal-laboratório e a interdisciplinaridade.
Beltrão, sem dúvida, tem uma preocupação constante nas suas obras com a pesquisa sobre o campo do Jornalismo. Em Enseñansa del Periodismo Beltrão apresenta uma investigação realizada no curso de Jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco, com a participação dos alunos, sobre os efeitos da suspensão da circulação dos jornais em função de uma greve dos gráficos.
Como enfatiza Luiz Beltrão, a investigação foi à primeira do gênero no Brasil e, provavelmente, também a primeira na América Latina. O estudo mostra as conseqüências da falta de circulação de notícias sobre a sociedade durante o período que durou o movimento dos gráficos de 21 de março a 9 de abril de 1963. A greve afetou os serviços públicos atingindo o interesse coletivo porque as ações governamentais que eram divulgadas nos jornais deixaram de ser comunicadas.
Beltrão mostra também que a área de diversão foi atingida resultando numa pouca procura aos cinemas mesmo com o lançamento, dias antes do término da paralisação, da superprodução Ben-Hur. Com a volta da circulação dos jornais, a pesquisa identificou que durante as seis semanas seguintes de exibição do filme as sessões estavam sempre lotadas. A investigação mostra ainda que até mesmo os acontecimentos sociais foram afetados. Festas e homenagens tiveram que ser adiadas em função da baixa assistência.
O estudo indica que a circulação das notícias é uma exigência da própria sociedade e a ausência das mesmas afeta fortemente o cotidiano de homens e mulheres. A interpretação da realidade como um conjunto de notícias responde a uma expectativa pública e a exigências técnicas. A instituição do Jornalismo atua como uma mediadora entre a realidade global e o público ou audiência que se serve dela.
Uma breve leitura do livro de Beltrão, dentro da vasta bibliografia que temos sobre o campo jornalístico, contribuiria para uma melhor compreensão sobre o que é o Jornalismo. É uma atividade que exige um profissional altamente qualificado. Por isso, o futuro jornalista deve estar preparado para os desafios das tecnologias digitais, do desenvolvimento da multimídia, das telecomunicações e da Internet, com a convergência de meios e suportes que diluem as fronteiras tradicionais do Jornalismo trazendo para a cena novos protagonistas, novos atores e novos processos (nova geração de jornalistas, professores e empresas jornalísticas).
Mas, o maior desafio é de natureza ética: ser fiel à destinação do Jornalismo como serviço público sem perder de perspectiva as inovações tecnológicas que atualizam constantemente seus gêneros e formatos garantindo a plena integração com as demandas da sociedade.
Por fim, há seis meses, por estar participando da Comissão Superior de Especialistas em Formação Superior para Subsidiar a Revisão das Diretrizes Curriculares de Jornalismo, do Ministério da Educação (MEC), não vinha escrevendo artigos sobre a relevância do Jornalismo para que minha opinião não se confundisse com a da Comissão e comprometesse de alguma forma o trabalho sério e ético que foi realizado. Agora que o trabalho acabou, sinto-me à vontade para me manifestar publicamente de novo. Desde já reitero minha defesa intransigente na formação superior em Jornalismo e na exigência do diploma para o exercício da atividade de jornalista. Respeito às opiniões em contrário, mas, mais de 30 anos de luta como profissional, professor e pesquisador de Jornalismo mostraram-me a centralidade desse campo de conhecimento nas sociedades democráticas.
É sempre bom lembrar as palavras de Ruy Barbosa em Imprensa e o Dever da Verdade: “A imprensa é a vista da Nação. Por ela é que a Nação acompanha o que lhe passa ao perto e ao longe, enxerga o que lhe malfazem, devassa o que lhe ocultam e tramam, ou roubam, percebe onde lhe alvejam, ou nodoam, mede o que lhe cerceiam ou destroem, vela pelo que lhe interessa, se acautela do que a ameaça”.
Alfredo Vizeu – jornalista diplomado e coordenador do Núcleo de Jornalismo e Contemporaneidade do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Encontro Nacional da Federação em SP
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) convocou seus Sindicatos de Jornalistas espalhados pelo Brasil para um encontro nacional da federação, que ocorreu nessa sexta-feira passada, dia 17, no auditório do Sindicato dos Jornalistas do estado de São Paulo. A reunião, que contou com a presença de dirigentes e presidentes de 24 entidades, teve objetivo de discutir e avaliar as repercussões da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de abolir a exigência do diploma para o exercício profissional de Jornalista.
Os Sindicatos e a FENAJ, unanimente, acordaram em fortalecer a luta por uma nova regulamentação profissional, principalmente a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. As entidades se comprometeram a articular no Parlamento e na sociedade a aprovação de Propostas de Emenda Constitucional (PECs) que já tramitam no Senado e na Câmara Federal. O encontro decidiu, além do envio de apelos jurídicos que visam restituir antigas formalidades da categoria, a permanência dos critérios de avaliação para a concessão de filiação aos sindicatos, ou seja, adesão única e exclusiva apenas para os formados no curso de Jornalismo.
Nadja Regina - Aluna da Faculdade Joaquim Nabuco - Recife - PE
Os Sindicatos e a FENAJ, unanimente, acordaram em fortalecer a luta por uma nova regulamentação profissional, principalmente a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. As entidades se comprometeram a articular no Parlamento e na sociedade a aprovação de Propostas de Emenda Constitucional (PECs) que já tramitam no Senado e na Câmara Federal. O encontro decidiu, além do envio de apelos jurídicos que visam restituir antigas formalidades da categoria, a permanência dos critérios de avaliação para a concessão de filiação aos sindicatos, ou seja, adesão única e exclusiva apenas para os formados no curso de Jornalismo.
Nadja Regina - Aluna da Faculdade Joaquim Nabuco - Recife - PE
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Artigo - Professor Rosildo Brito
Os fragmentos discursivos em torno do diploma em Jornalismo
A recente discussão do STF em extinguir a obrigatoriedade do diplomaem Jornalismo como condição legal para o exercício da profissão, temdesencadeado uma série de reflexões distintas, a partir do episódio emdestaque. Ao que se pode perceber, a discussão, de início restrita aoato, no mínimo, criticável, dos juízes pareceristas perante o casojulgado vem se fragmentando através das diversas opiniões e análisesmais detalhadas compartilhadas pelos jornalistas, professores eestudantes de jornalismo.
Incrementadas pela dinâmica comunicacional e plural da rede mundial decomputadores que, diga-se de passagem, mais uma vez tem se demonstradoum autêntico meio democrático de permuta de idéias, as discussõesapontam para um olhar mais atento à questão central em torno daprática jornalística e que há tempo, vem exigindo uma atenção especialpor parte de todos os que compõem este ofício.
Referimo-nos à reflexão sobre o perfil do jornalista no mundocontemporâneo com destaque para os desafios impostos pelastransformações não apenas de ordem técnico-operacional mas humanista,por parte das novas tecnologias da comunicação, as quais têmmodificado o globo em que vivemos. E, nesse sentido, a discussão ganhaoutros rumos e proporções que vão muito além da decisão do STF, medidaesta que, parafraseando Grabriel García Márquez, já vinha sendoconsiderada por muitos como um autêntico exemplo de mais uma crônicade uma morte anunciada. E com certa razão.
Sem sombra de dúvidas, é em torno desta questão que residem os fatoresreais de sobrevivência do jornalismo. Os aspectos que desenharão odestino deste ofício que nos arriscamos a dizer que, como nenhumoutro, é tão frágil às transformações que atingem à denominadasociedade da informação, ainda estão por surgir. Dentro destaconjuntura, portanto, compreender, primeiramente as novas formas desociabilidade geradas e/ou alimentadas pelos novos instrumentos edinâmicas das novas tecnologias comunicacionais passa a ser umimperativo para aqueles que se candidatam ao ofício de jornalista defato e de direito.
Além do mais, não podemos perder de vista também o fato de que,independentemente dos rumos e resultados definitivos que esta polêmicaem torno da suspensão da obrigatoriedade do diploma em jornalismo parao exercício da profissão venha a apresentar, estamos tratando de umarealidade que se arrasta por todo o país desde 2001, com a adoção doregistro provisório que dá o direito de qualquer pessoa atuar emveículos de comunicação sem o respectivo documento e que mesmo sendorevogada a medida do STF, esta realidade continuará existindo porforça da influência e poder exercido pelos donos da mídia em todas asinstâncias políticas e jurídicas de nosso país. Trata-se de um duelotraçado particularmente entre esses e a esfera sindical da categoria jornalística que, diga-se de passagem, quem sabe a partir deste maisnovo embate, passa a existir também de fato e de direito!.
Por fim, esperamos que estes e outros fragmento discursivo em torno daproblemática que se multiplicam a cada dia, sobretudo, por meio dainternet e que têm nos professores, coordenadores, pesquisadores eestudantes de Jornlaismo uma das principais vertentes maisinteressadas no desenrolar final de toda esta celeuma, venham acontribuir para uma consolidação em torno da questão central aquidescrita e que, consideramos vital para a sobreviência do bomjornalismo. E que venham os debates, colocando abaixo as omissões. Osilêncio daqueles que, seja por comodismo, seja por quaisquer outrosmotivos de ordem pessoais e ideológicas, têm relevado esta discussão auma 'quinta categoria'....
professor de jornalismo da Favip Rosildo Brito
A recente discussão do STF em extinguir a obrigatoriedade do diplomaem Jornalismo como condição legal para o exercício da profissão, temdesencadeado uma série de reflexões distintas, a partir do episódio emdestaque. Ao que se pode perceber, a discussão, de início restrita aoato, no mínimo, criticável, dos juízes pareceristas perante o casojulgado vem se fragmentando através das diversas opiniões e análisesmais detalhadas compartilhadas pelos jornalistas, professores eestudantes de jornalismo.
Incrementadas pela dinâmica comunicacional e plural da rede mundial decomputadores que, diga-se de passagem, mais uma vez tem se demonstradoum autêntico meio democrático de permuta de idéias, as discussõesapontam para um olhar mais atento à questão central em torno daprática jornalística e que há tempo, vem exigindo uma atenção especialpor parte de todos os que compõem este ofício.
Referimo-nos à reflexão sobre o perfil do jornalista no mundocontemporâneo com destaque para os desafios impostos pelastransformações não apenas de ordem técnico-operacional mas humanista,por parte das novas tecnologias da comunicação, as quais têmmodificado o globo em que vivemos. E, nesse sentido, a discussão ganhaoutros rumos e proporções que vão muito além da decisão do STF, medidaesta que, parafraseando Grabriel García Márquez, já vinha sendoconsiderada por muitos como um autêntico exemplo de mais uma crônicade uma morte anunciada. E com certa razão.
Sem sombra de dúvidas, é em torno desta questão que residem os fatoresreais de sobrevivência do jornalismo. Os aspectos que desenharão odestino deste ofício que nos arriscamos a dizer que, como nenhumoutro, é tão frágil às transformações que atingem à denominadasociedade da informação, ainda estão por surgir. Dentro destaconjuntura, portanto, compreender, primeiramente as novas formas desociabilidade geradas e/ou alimentadas pelos novos instrumentos edinâmicas das novas tecnologias comunicacionais passa a ser umimperativo para aqueles que se candidatam ao ofício de jornalista defato e de direito.
Além do mais, não podemos perder de vista também o fato de que,independentemente dos rumos e resultados definitivos que esta polêmicaem torno da suspensão da obrigatoriedade do diploma em jornalismo parao exercício da profissão venha a apresentar, estamos tratando de umarealidade que se arrasta por todo o país desde 2001, com a adoção doregistro provisório que dá o direito de qualquer pessoa atuar emveículos de comunicação sem o respectivo documento e que mesmo sendorevogada a medida do STF, esta realidade continuará existindo porforça da influência e poder exercido pelos donos da mídia em todas asinstâncias políticas e jurídicas de nosso país. Trata-se de um duelotraçado particularmente entre esses e a esfera sindical da categoria jornalística que, diga-se de passagem, quem sabe a partir deste maisnovo embate, passa a existir também de fato e de direito!.
Por fim, esperamos que estes e outros fragmento discursivo em torno daproblemática que se multiplicam a cada dia, sobretudo, por meio dainternet e que têm nos professores, coordenadores, pesquisadores eestudantes de Jornlaismo uma das principais vertentes maisinteressadas no desenrolar final de toda esta celeuma, venham acontribuir para uma consolidação em torno da questão central aquidescrita e que, consideramos vital para a sobreviência do bomjornalismo. E que venham os debates, colocando abaixo as omissões. Osilêncio daqueles que, seja por comodismo, seja por quaisquer outrosmotivos de ordem pessoais e ideológicas, têm relevado esta discussão auma 'quinta categoria'....
professor de jornalismo da Favip Rosildo Brito
Protesto na UEPB
Ótimo Brena! Olhe a passeata em João Pessoa foi um sucesso! Veja se consegue algum ônibus com o sindicato dos jornalistas por aí em Caruaru. Ou ainda se não der a gente tenta aqui também. O importante é mobilizar o máximo de pessoas possível né.
Abço!
Abço!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
A minha alma tá armada e apontada para a cara do Supremo
As grades do Supremo são pra trazer proteção,
mas também trazem a dúvida se é você que tá nessa prisão.
Não precisa me beijar, me abraçar, nem fazer um filho comigo
Mas não sente na poltrona no dia de domingo.
Pela nossa alma. Por 80 mil jornalistas brasileiros.
Por milhares de estudantes de jornalismo.
Pela comunicação de interesse público.
Pela democratização da comunicação de qualidade.
Pelo subúrbio, pela periferia, pela favela
Pelo Chico, pelo Cartola, pelo Chaplin
Pelo Tim, pelo Daniel Pearl, pelo Wladimir Herzog
Contra o vídeo coagido...
Pela paz...
É pela paz que eu não quero seguir admitindo.
A minha alma tá armada e apontada para a cara do Supremo.
mas também trazem a dúvida se é você que tá nessa prisão.
Não precisa me beijar, me abraçar, nem fazer um filho comigo
Mas não sente na poltrona no dia de domingo.
Pela nossa alma. Por 80 mil jornalistas brasileiros.
Por milhares de estudantes de jornalismo.
Pela comunicação de interesse público.
Pela democratização da comunicação de qualidade.
Pelo subúrbio, pela periferia, pela favela
Pelo Chico, pelo Cartola, pelo Chaplin
Pelo Tim, pelo Daniel Pearl, pelo Wladimir Herzog
Contra o vídeo coagido...
Pela paz...
É pela paz que eu não quero seguir admitindo.
A minha alma tá armada e apontada para a cara do Supremo.
A mobilização vazia
O medo de que não saibam conjugar o verbo lutar. O medo da mobilização e da discussão vazia. Medo do tapa a boca de Bárbara. Medo do muro com ponta de faca. Medo do não-protesto, da covardia, da inércia, do não-tô-nem-aí. Medo da polêmica desmobilizadora. Medo dos argumentos frívolos, rasteiros. Medo do coagido. Medo do Cala a boca! Medo dos que não sabem criticar. Medo de quem não tem argumento. Medo de quem luta pouco e pensa pouco. Há um modo de nos apegar? De encontrar o novo? De discutir? De se informar? De lutar e não ceder? Na reunião da Comissão de Mobilização Permanente do Sinjo PE, duas ou três pessoas...com quinhentos sindicalizados. Pode? Na reunião, em minha casa dia 17/07, sala vazia. Pode? Pode. O novo seria ter salas e discussões prontas a conjugar o verbo mobilizar. Mas o novo parece que nunca vem...Maria Bethânia declama alguma coisa pra gente...
"Olha que tua cabeça comanda teu corpo, tua mão.
Tua cabeça conduz o momento, o tempo, a tradição...
Olha tua cabeça pensando, girando num mundo que não gira em vão.
Carrega lembrança, teu riso, teu grito..
Olha tua cabeça é vida, tem vida, é vida, é carga de força, de fogo e de luz.
E pra tua cabeça pensar, pensar, pensar....
E pra tua cabeça viver, viver...
Há que acender..."
(Maria Bethânia canta como só ela sabe cantar a "Cena que muda")
Eu declamo contigo Bethânia:
"Lutar quando é fácil ceder
Negar quando a regra é vender" kkk
Eu sambo contigo Chico.
"Acorda pátria tão distraída e subtraída em tenebrosas transações...Os barões estão famintos! Ai que vida boa ô lê lê, ai que vida boa ô lá lá, o estandarte do sanatório geral vai passar..."
Brena VilaNova
"Olha que tua cabeça comanda teu corpo, tua mão.
Tua cabeça conduz o momento, o tempo, a tradição...
Olha tua cabeça pensando, girando num mundo que não gira em vão.
Carrega lembrança, teu riso, teu grito..
Olha tua cabeça é vida, tem vida, é vida, é carga de força, de fogo e de luz.
E pra tua cabeça pensar, pensar, pensar....
E pra tua cabeça viver, viver...
Há que acender..."
(Maria Bethânia canta como só ela sabe cantar a "Cena que muda")
Eu declamo contigo Bethânia:
"Lutar quando é fácil ceder
Negar quando a regra é vender" kkk
Eu sambo contigo Chico.
"Acorda pátria tão distraída e subtraída em tenebrosas transações...Os barões estão famintos! Ai que vida boa ô lê lê, ai que vida boa ô lá lá, o estandarte do sanatório geral vai passar..."
Brena VilaNova
De estudante para estudante
No último período do curso de jornalismo e com uma monografia de no mínimo quarenta páginas para escrever, tudo que eu precisava era de uma decisão do Supremo Tribunal Federal e de quebra com os argumentos do pateta Gilmar Mendes. Bate um desespero sabe. Entro no clima de "Smile" do Chapplin. "Sorrir quando tudo terminar, quando nada mais restar do teu sonho encantador". Mainha tocou pra mim esta canção no piano. Ela ainda tá administrando o fato de ter pago mais de vinte mil, num curso de graduação pra filha dela e de repente o Supremo diz: Mãe e filha, diploma tanto faz! Mas, vamos em frente, a luta continua. Brasil é esta zorra mesmo! A nação não administra o sistema democrático, aí dá nisso! Na Argentina tem protesto quase todo dia? E na França e na Itália? Uiuiui! Lá o povo queima os despóticos ( absolutos; tirânicos). Revolução? Não, isso está fora de moda. Liberdade, igualdade e fraternidade? Libertos nem tanto. Iguais nem tanto. Fraternos nem tanto. Nem tanto? É. Dá vontade de parar de se indignar, mas se nós formos os mesmos que nossos pais, que diferença faz? Não precisamos ser situacionistas como o grande Guy Debord, nem violento como Hitler, mas participativos em nosso sistema idealmente democrático.
Por que lutar pelo direito coletivo é tão difícil? Porque não conhecemos as leis que regem nosso País. Porque todo dia o brasileiro acorda às 6h da manhã e faz tudo sempre igual. Não é sr. Chico Buarque? É quase como o Ensaio sobre a cegueira. A lei 972/69 virou meu Pai Nosso! Tenho um sonho. O sonho de não ter só meu diploma, mas minha profissão de volta. Quero de volta a minha resposta. O que você vai ser quando crescer? VOU SER JORNALISTA! Na escola, eu fazia teatro e as pessoas diziam: você fala bem, vai ser jornalista. Você se comunica bem, vai ser jornalista. Parece a Glória Maria (kkkk)....
O tempo passou e chegou a hora de decidir o que você vai ser quando crescer. Cursei um ano de letras na Fafica e desisti porque passei em jornalismo na UEPB, aí desisti da UEPB porque o sistema público de ensino superior no nosso país é SUCATA e fui parar em jornalismo de novo, na Favip. Teve um professor da Favip, no primeiro dia de aula que disse: Essa aí termina! Termina...(kkkkk). No primeiro dia de aula, aquela pergunta de todos os professores do curso: por que você escolheu ser jornalista? E eu respondia, Meu nome é Brena Vila Nova e escolhi jornalismo porque me comunico bem (kkkkk). Era fevereiro de 2006. O primeiro livro que minha mãe me deu foi: O Jornal Nacional. (kkk). E meus vizinhos ainda perguntam: quando nós vamos ver você na TV? (kk)
O primeiro livro que comprei foi: A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística do Nilson Lage. Eu li e gostei! Pô, jornalismo é isso? Legal. Escolhi a profissão certa. Eu tinha 20 anos e estava cheia de sonhos, incertezas e expectativas. Diante disso, não é justo terminar assim. Sigo com minha prece: pela Lei de Imprensa, amém. Pela lei 972/69, amém. Pelo jornalismo brasileiro, amém. Por 80 mil jornalistas brasileiros, amém. Por milhares de estudantes de jornalismo, amém. Pela Constituição de 05/10/1988, amém. Pela democracia brasileira, amém. Pelos brasileiros que conhecem e lutam pelas LEIS. AMÉM!
Brena Vila Nova
Por que lutar pelo direito coletivo é tão difícil? Porque não conhecemos as leis que regem nosso País. Porque todo dia o brasileiro acorda às 6h da manhã e faz tudo sempre igual. Não é sr. Chico Buarque? É quase como o Ensaio sobre a cegueira. A lei 972/69 virou meu Pai Nosso! Tenho um sonho. O sonho de não ter só meu diploma, mas minha profissão de volta. Quero de volta a minha resposta. O que você vai ser quando crescer? VOU SER JORNALISTA! Na escola, eu fazia teatro e as pessoas diziam: você fala bem, vai ser jornalista. Você se comunica bem, vai ser jornalista. Parece a Glória Maria (kkkk)....
O tempo passou e chegou a hora de decidir o que você vai ser quando crescer. Cursei um ano de letras na Fafica e desisti porque passei em jornalismo na UEPB, aí desisti da UEPB porque o sistema público de ensino superior no nosso país é SUCATA e fui parar em jornalismo de novo, na Favip. Teve um professor da Favip, no primeiro dia de aula que disse: Essa aí termina! Termina...(kkkkk). No primeiro dia de aula, aquela pergunta de todos os professores do curso: por que você escolheu ser jornalista? E eu respondia, Meu nome é Brena Vila Nova e escolhi jornalismo porque me comunico bem (kkkkk). Era fevereiro de 2006. O primeiro livro que minha mãe me deu foi: O Jornal Nacional. (kkk). E meus vizinhos ainda perguntam: quando nós vamos ver você na TV? (kk)
O primeiro livro que comprei foi: A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística do Nilson Lage. Eu li e gostei! Pô, jornalismo é isso? Legal. Escolhi a profissão certa. Eu tinha 20 anos e estava cheia de sonhos, incertezas e expectativas. Diante disso, não é justo terminar assim. Sigo com minha prece: pela Lei de Imprensa, amém. Pela lei 972/69, amém. Pelo jornalismo brasileiro, amém. Por 80 mil jornalistas brasileiros, amém. Por milhares de estudantes de jornalismo, amém. Pela Constituição de 05/10/1988, amém. Pela democracia brasileira, amém. Pelos brasileiros que conhecem e lutam pelas LEIS. AMÉM!
Brena Vila Nova
Indignado
Brena,
Sinceramente, não consigo entender como nossa sociedade mudou tanto nas últimas décadas...Onde está aquele povo guerreiro que batalhava por seus direitos, como nos corajosos protestos contra a ditadura militar, nas mobilizações pelas Diretas Já!, no pedido de Impeachement de Fernando Collor? Onde estão os milhares de manifestantes que saíam as ruas convictos dos seus objetivos, decididos a fazer valer o que fosse justo? Esse é o maior dilema, não saber onde estão essas pessoas. Ver que hoje, o conformismo se torna cada vez mais presente, mesmo com tantas disparidades de nossos governantes e legisladores...Enfim, creio que o mais importante é não desistirmos desse sonho, desse objetivo de podermos praticar a nossa profissão de forma valorizada e reconhecida, haja vista que tivemos uma formação específica para isso.Também seguirei com minha prece: pela Lei de Imprensa, amém. Pela lei 972/69, amém. Pelo jornalismo brasileiro, amém. Por 80 mil jornalistas brasileiros, amém. Por milhares de estudantes de jornalismo, amém....
Vinicius Gomes
Sinceramente, não consigo entender como nossa sociedade mudou tanto nas últimas décadas...Onde está aquele povo guerreiro que batalhava por seus direitos, como nos corajosos protestos contra a ditadura militar, nas mobilizações pelas Diretas Já!, no pedido de Impeachement de Fernando Collor? Onde estão os milhares de manifestantes que saíam as ruas convictos dos seus objetivos, decididos a fazer valer o que fosse justo? Esse é o maior dilema, não saber onde estão essas pessoas. Ver que hoje, o conformismo se torna cada vez mais presente, mesmo com tantas disparidades de nossos governantes e legisladores...Enfim, creio que o mais importante é não desistirmos desse sonho, desse objetivo de podermos praticar a nossa profissão de forma valorizada e reconhecida, haja vista que tivemos uma formação específica para isso.Também seguirei com minha prece: pela Lei de Imprensa, amém. Pela lei 972/69, amém. Pelo jornalismo brasileiro, amém. Por 80 mil jornalistas brasileiros, amém. Por milhares de estudantes de jornalismo, amém....
Vinicius Gomes
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