No último período do curso de jornalismo e com uma monografia de no mínimo quarenta páginas para escrever, tudo que eu precisava era de uma decisão do Supremo Tribunal Federal e de quebra com os argumentos do pateta Gilmar Mendes. Bate um desespero sabe. Entro no clima de "Smile" do Chapplin. "Sorrir quando tudo terminar, quando nada mais restar do teu sonho encantador". Mainha tocou pra mim esta canção no piano. Ela ainda tá administrando o fato de ter pago mais de vinte mil, num curso de graduação pra filha dela e de repente o Supremo diz: Mãe e filha, diploma tanto faz! Mas, vamos em frente, a luta continua. Brasil é esta zorra mesmo! A nação não administra o sistema democrático, aí dá nisso! Na Argentina tem protesto quase todo dia? E na França e na Itália? Uiuiui! Lá o povo queima os despóticos ( absolutos; tirânicos). Revolução? Não, isso está fora de moda. Liberdade, igualdade e fraternidade? Libertos nem tanto. Iguais nem tanto. Fraternos nem tanto. Nem tanto? É. Dá vontade de parar de se indignar, mas se nós formos os mesmos que nossos pais, que diferença faz? Não precisamos ser situacionistas como o grande Guy Debord, nem violento como Hitler, mas participativos em nosso sistema idealmente democrático.
Por que lutar pelo direito coletivo é tão difícil? Porque não conhecemos as leis que regem nosso País. Porque todo dia o brasileiro acorda às 6h da manhã e faz tudo sempre igual. Não é sr. Chico Buarque? É quase como o Ensaio sobre a cegueira. A lei 972/69 virou meu Pai Nosso! Tenho um sonho. O sonho de não ter só meu diploma, mas minha profissão de volta. Quero de volta a minha resposta. O que você vai ser quando crescer? VOU SER JORNALISTA! Na escola, eu fazia teatro e as pessoas diziam: você fala bem, vai ser jornalista. Você se comunica bem, vai ser jornalista. Parece a Glória Maria (kkkk)....
O tempo passou e chegou a hora de decidir o que você vai ser quando crescer. Cursei um ano de letras na Fafica e desisti porque passei em jornalismo na UEPB, aí desisti da UEPB porque o sistema público de ensino superior no nosso país é SUCATA e fui parar em jornalismo de novo, na Favip. Teve um professor da Favip, no primeiro dia de aula que disse: Essa aí termina! Termina...(kkkkk). No primeiro dia de aula, aquela pergunta de todos os professores do curso: por que você escolheu ser jornalista? E eu respondia, Meu nome é Brena Vila Nova e escolhi jornalismo porque me comunico bem (kkkkk). Era fevereiro de 2006. O primeiro livro que minha mãe me deu foi: O Jornal Nacional. (kkk). E meus vizinhos ainda perguntam: quando nós vamos ver você na TV? (kk)
O primeiro livro que comprei foi: A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística do Nilson Lage. Eu li e gostei! Pô, jornalismo é isso? Legal. Escolhi a profissão certa. Eu tinha 20 anos e estava cheia de sonhos, incertezas e expectativas. Diante disso, não é justo terminar assim. Sigo com minha prece: pela Lei de Imprensa, amém. Pela lei 972/69, amém. Pelo jornalismo brasileiro, amém. Por 80 mil jornalistas brasileiros, amém. Por milhares de estudantes de jornalismo, amém. Pela Constituição de 05/10/1988, amém. Pela democracia brasileira, amém. Pelos brasileiros que conhecem e lutam pelas LEIS. AMÉM!
Brena Vila Nova
segunda-feira, 20 de julho de 2009
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