Oi Brena, td bem, minha amiga?
Parabéns pela carta de repúdio. Vc tem o meu total apoio. Vou disseminar a sua carta ao máximo de jornalistas que puder. Se cada um fizer o que vc fez, tenho certeza, logo essa decisão será reanalisada. Sua atitude também mostra que um jornalista de verdade, formado, capacitado, não se contenta com decisões arbitrárias e não vai aceitar passivamante a perda de direitos historicamente conquistados, como o direito ao diploma. Essa profissão, tão relevante em uma sociedade, já está prostituída demais (não temos um conselho, não temos um estágio regulamentado) e essa decisão foi a gota d´água. Se nós não brigarmos por nossa profissão, quem vai? O que eles querem? Tirar um direito não só dos jornalistas, mas de todos os cidadãos, de ter acesso a uma informação plural e comprometida com o interesse público, informação de verdade, que leva os cidadãos a potencializarem sua leitura crítica da realidade? Pois que eles saibam que o direito à informação é também garantido constitucionalmente e eles feriram esse preceito. Estamos muito, muito distantes de uma verdadeira sociedade da informação e agora ficamos mais ainda. Aliás, a própria palavra informação não pode ser escrita sem a sua base, uma formação. E nós, jornalistas, sabemos como produzir uma informação de qualidade requer estudo, esforço, técnica, justa apuração, enfim, tudo o que somente uma boa formação pode viabilizar. Senão não é informação, é um dado, algo jogado, assim como a nossa profissão está agora. E não somos só nós que perdemos com isso, é toda a sociedade, que fica alijada de uma informação de qualidade, assim como lhe são negligenciados outros direitos como o direito à educação, à saúde, à segurança. Agora mais uma perda: o direito à informação. É isso que o Supremo quer? Tirar direitos constitucionalmentre garantidos de uma sociedade? Se for isso, eles não merecem ocupar o lugar que ocupam e se autointitularem como os defensores da constituição. Queremos nosso direito à informação!
E vamos à luta pelo nosso diploma!
Bjs,
Adriana
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